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    EUA se opõem ao pedido da esposa de Maduro de prisão domiciliar
    CNN Brasil·24 de set., 21:47

    EUA se opõem ao pedido da esposa de Maduro de prisão domiciliar

    O governo dos Estados Unidos, por meio do gabinete do procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, se opôs ao pedido de Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro e ex-primeira-dama da Venezuela, para ser colocada em prisão domiciliar. A autoridade argumentou que isso representaria “risco extremo de fuga” e um “perigo para a comunidade”. O memorando apresentado pelos promotores indica que Flores pode ser condenada a uma pena mínima de 40 anos, o que “constituiria um incentivo significativo para qualquer pessoa fugir da Justiça” e “especialmente forte” dada a idade dela, 69 anos.

    A equipe de defesa de Flores tem até 30 de setembro para apresentar sua resposta ao documento. O juiz federal Alvin K. Hellerstein agendou uma audiência sobre o assunto para 8 de outubro.

    Leia Mais Operação resulta em prisão de investigado por fornecimento de fuzis no RJ Funcionários do Porto de Salvador são presos por tráfico de cocaína Entenda esquema internacional de tráfico que aplicava cocaína em madeira “Perigo para a Venezuela” Flores e Maduro enfrentam acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, das quais se declararam inocentes. Os promotores enfatizaram no documento que os réus “recorreram à violência extrema para promover o tráfico de drogas e a corrupção, ordenando sequestros, espancamentos e assassinatos”. Além disso, salientaram que, se libertada sob fiança, Flores também representaria um perigo para a Venezuela, “já que poderia tentar intimidar diretamente testemunhas e vítimas”.

    Duas semanas atrás, a equipe de defesa de Flores solicitou ao juiz Hellerstein a sua transferência para uma residência particular sob vigilância armada 24 horas por dia, monitoramento por GPS, visitas restritas e escutas telefônicas, entre outras medidas, por motivos de saúde . No pedido, observaram que Flores não possui antecedentes criminais e que não há risco de fuga, pois ela está “comprometida” em levar o caso até o fim. Também enfatizaram que ela pode ter sofrido um leve ataque cardíaco em julho, o que exigiria procedimentos invasivos e, consequentemente, uma recuperação em melhores condições do que as oferecidas pelo Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.

    Em resposta, os promotores afirmaram que o argumento “carece de fundamento” e que o procedimento de cateterismo foi proposto apenas como condição para a sua libertação. O caso contra Maduro e Flores está em fase pré-processual, com o julgamento marcado para começar em 1º de junho de 2027. Afastar Maduro não faz chavismo morrer, explica especialista ]]>

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