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    Poder360·17 de set., 23:12

    Ex-CEO de escritório do caso de Mariana vai para concorrente

    2026) a contratação do advogado Tom Goodhead para representar brasileiros em ação na Justiça inglesa contra a mineradora BHP. Leia íntegra da nota do BGI (PDF – 182 kB). O Tribunal Superior de Londres decidiu em novembro de 2025 que a mineradora BHP é culpada pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco em Mariana (MG) em 2015.

    A BHP e a Vale são donas da Samarco. Havia 420 mil vítimas inicialmente na ação, incluindo prefeituras, associações e pessoas. Estima-se que 380 mil vítimas continuem como parte do litígio em Londres.

    Quem aderiu ao acordo no Brasil com a Samarco precisará deixar a ação na Justiça inglesa. O julgamento das indenizações começará em abril de 2027. Deverá levar vários anos.

    O custo total da indenização é estimado em £ 36 bilhões (R$ 246 bilhões). O escritório PG (Pogust Goodhead) era o único representante das vítimas no julgamento de novembro 2025. Goodhead, fundador do escritório, havia sido afastado do cargo de CEO em agosto de 2025 por divergência com investidores.

    Em setembro de 2025, ele deixou o escritório. DISPUTA DE ADVOGADOS O PG e o BGI disputam atualmente a representação das vítimas de Mariana. Haverá uma audiência em 5 e 6 de outubro de 2026 na Justiça inglesa para ouvir representantes dos 2 escritórios sobre a condução do caso.

    O BGI é o braço internacional do escritório Bailey & Glassler dos EUA. Além de Goodhead, o BGI contratou 4 advogados que foram sócios do PG e outros 2 advogados que aturam no caso das vítimas de Mariana. set) disse que Tom Goodhead deixou o PG depois de recusar proposta de acordo de £ 1,4 bilhão (R$ 9,6 bilhões) para a acabar com o litígio porque considerou o valor baixo (leia aqui , para assinantes).

    A nota do BGI diz que Goodhead foi afastado do escritório 8 semanas depois de ter recusado o acordo. O PG diz por meio de nota em resposta a perguntas do Poder360 que Goodhead “ não é vítima ”. Leia a íntegra (PDF – 236 kB).

    Afirma que ele “ deixou o PG depois após o surgimento de preocupações com a administração financeira do caso, incluindo o uso por ele de dinheiro do escritório e dos financiadores para fins pessoais ”. O PG diz que é incorreta a afirmação de Goodhead de que a proposta de acordo de £ 1,4 bilhão estava pronta para ser apresentada. ”, diz o PG na nota.

    A CEO do PG, Alicia Alinia, afirma na nota que a disputa entre os escritórios pode prejudicar as vítimas. “ O PG tem alertado reiteradamente que desestruturar o aparato jurídico, financeiro, securitário e operacional construído ao longo de anos coloca em risco o julgamento de abril de 2027 ”, afirmou. O BGI afirma na nota que não há prejuízo para a ação com a mudança.

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