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    InvestNews·24 de set., 13:46

    Fake news nas eleições 2026? Veja como identificar e denunciar ao TSE

    A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições 2026 , marcado para 4 de outubro, celulares de eleitores recebem uma enxurrada de áudios, vídeos e mensagens sobre urnas, candidatos e locais de votação. Parte desse conteúdo é falso. Outra parte traz informações verdadeiras, mas fora de contexto, com trechos cortados ou até com a data alterada.

    Para identificar se se trata de fake news , é preciso checar a fonte, a data e o texto completo, e comparar com veículos de imprensa e agências de checagem. Dá também para denunciar. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) , canal anônimo aberto a qualquer eleitor.

    Como identificar fake news nas eleições 2026 Os sinais abaixo aparecem com frequência em conteúdo falso. Um só pode ser coincidência, e vários juntos pedem checagem antes de acreditar que o conteúdo é verdadeiro e de repassar : Leia também Investimentos Eleição brasileira movimenta R$ 780 milhões em apostas com stablecoins Economia Primeiro turno das eleições 2026: veja data, horário, cargos e ordem de votação Título bombástico ou apelativo, com muitos adjetivos e pouca relação com o corpo do texto. Só a leitura da matéria inteira mostra se a manchete corresponde ao conteúdo; Fonte desconhecida.

    Um fato relevante costuma ser confirmado por vários veículos. Se só um site ou um grupo de mensagens o publicou, a chance de erro é alta; Endereço que imita o de um jornal ou revista. Páginas falsas copiam o nome de veículos conhecidos e levam o leitor a outro site, o que também pode ser golpe de phishing , para roubar dados e senhas.

    O endereço merece uma leitura atenta; Data antiga. Reportagens de anos atrás voltam a circular como se fossem recentes; Erros de português. Textos jornalísticos passam por revisão, e falhas de ortografia sugerem origem duvidosa; Opinião disfarçada de notícia.

    Artigos de opinião legítimos são assinados, e um texto sem autoria que opina como se informasse pede cautela; Apelo para compartilhar. Frases como “só não vê quem não quer” e pedidos insistentes para repassar a amigos são típicos de conteúdo falso. Áudios e vídeos exigem o mesmo cuidado , porque também podem ser manipulados, inclusive com inteligência artificial.

    Nesses casos, convém descobrir a origem do arquivo e conferir se veículos de imprensa ou a Justiça Eleitoral confirmam o conteúdo antes de repassá-lo. Pelas regras do TSE, propaganda feita com IA precisa trazer aviso explícito.    Onde checar uma informação eleitoral Essa conferência para saber se um conteúdo é fake news pode começar pela imprensa e seguir para plataformas de verificação, como Agência Lupa e Aos Fatos .

    A Justiça Eleitoral mantém ainda, desde outubro de 2020, a página Fato ou Boato , que reúne esclarecimentos do TSE e de agências independentes e permite busca por palavras-chave. Informações sobre local de votação têm fonte própria .   Uma mensagem com endereço diferente do que esses canais informam é motivo de desconfiança, e o mesmo vale para avisos de cancelamento de título por e-mail, já que o TSE informa que não envia esse tipo de comunicado a eleitores .

    Como denunciar fake news eleitoral ao TSE O alerta sobre fake news é anônimo, e o eleitor não precisa se identificar. O Siade é um sistema administrativo e não realiza investigações. A equipe do TSE analisa o conteúdo recebido e, quando necessário, encaminha o caso aos responsáveis.

    Se houver possível violação das regras de uma plataforma digital, ela é comunicada para adotar as medidas previstas no plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral. Quando há indício de crime ou infração administrativa eleitoral, o caso segue para órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal. A exceção são as denúncias de disparo em massa de mensagens eleitorais pelo WhatsApp.

    Elas seguem direto para a Meta , empresa responsável pelo aplicativo, sem análise prévia da equipe do Siade, porque a irregularidade está na forma de envio. A plataforma avalia o caso e aplica as próprias regras. O envio de denúncias de fake news é feito pelo site do TSE, na aba Eleições, em Eleições 2026 , na opção Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral .

    O formulário pede a plataforma em que o conteúdo foi publicado, o link exato do post ou vídeo, a informação sobre eventual análise por agência de checagem, a explicação de por que o conteúdo é falso ou enganoso e uma captura de tela que permita identificar a publicação. Segundo o TSE, quanto mais completa a denúncia, mais rápida e precisa é a análise Siade ou Pardal: qual canal usar Nem toda denúncia cabe no Siade. A escolha entre ele e o aplicativo Pardal — disponível para iOS e Android — depende do assunto.

    Canal Para que serve Exemplos Siade Desinformação sobre urnas, processo eleitoral e integridade das eleições. Não recebe denúncias de fake news contra candidatos ou partidos Informação falsa sobre o funcionamento da urna ; página que imita a Justiça Eleitoral; mensagem que desestimula o voto Aplicativo Pardal Irregularidades ligadas a candidatos, partidos e pesquisas eleitorais Propaganda eleitoral sem identificação; vídeo enganoso de candidato Em paralelo ao alerta ao TSE, uma fake news pode ser denunciada na própria rede em que foi recebido, pelo recurso de denúncia que costuma ficar no menu da publicação. Em grupos de mensagens, é possível avisar quem repassou a informação e conversar com os moderadores sobre regras de combate à desinformação.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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