Família Arnault muda estrutura de controle da LVMH para garantir comando do grupo
Bernard Arnault e sua família planejam simplificar a estrutura das empresas que controlam a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton , em uma medida que, segundo a companhia, vai “garantir a continuidade de seu controle sobre” o grupo. Pelo plano, o maior grupo de luxo do mundo será controlado por uma única entidade, a Agache SCA, depois que a Christian Dior, uma das holdings que controlam a LVMH, deixar de ter suas ações negociadas em bolsa. “Após a conclusão dessas operações, o controle da LVMH será exercido dentro de uma única empresa, listada na Euronext Paris há mais de 30 anos”, afirmou a Christian Dior em comunicado nesta quarta-feira.
Leia também Negócios Bilionário Bernard Arnault, da LVMH, deixa lista dos 10 mais ricos do mundo Negócios LVMH deixa ranking das 10 maiores empresas da Europa A entidade, uma sociedade em comandita por ações, terá uma participação direta de 49,76% do capital da LVMH e 65,55% dos direitos de voto, reunindo praticamente toda a participação da família Arnault na LVMH, que atualmente corresponde a 50,33% do capital e 66,27% dos direitos de voto. A medida é a mais recente de uma série de iniciativas de Arnault, de 77 anos, para reforçar o controle da família sobre a empresa que construiu e prepará-la para uma eventual sucessão, enquanto investidores buscam cada vez mais clareza sobre o tema. Como parte da retirada da Christian Dior da bolsa, os acionistas minoritários terão a opção de vender suas ações em uma oferta pública de aquisição ou permanecer como acionistas ao lado da família Arnault dentro da nova entidade de controle da LVMH, a Agache, que ainda será criada.
Pelas regras do mercado acionário, a família Arnault será obrigada a fazer uma oferta pública, paga em dinheiro, por todas as ações da Dior que ainda não possui, correspondentes a 2,44% do capital. Com base no valor de terça-feira, essa participação vale cerca de € 1,63 bilhão (US$ 1,85 bilhão), segundo o comunicado. Uma assembleia geral extraordinária dos acionistas da Christian Dior para aprovar as mudanças provavelmente ocorrerá antes do fim deste ano, enquanto a oferta pública está prevista para o primeiro trimestre do próximo ano, informou o documento, sujeita à aprovação da AMF, a autoridade reguladora do mercado de capitais francês.
A oferta pública não será seguida de uma operação de retirada compulsória dos acionistas remanescentes ( squeeze-out ). ]]>
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