Família de Cristina (MG) vence duas das três categorias do “Oscar do Café”
Lotes de três sítios de membros de uma mesma família de Cristina , na Mantiqueira de Minas, foram os grandes vencedores do Cup of Excellence Brazil 2026 , o “Oscar dos cafés especiais”. Os grãos receberam notas acima de 90 pontos — em uma escala de 0 a 100 —, colocando a produção no patamar dos cafés considerados presidenciais . Os Silva foram campeões tanto na categoria Via Seca quanto na Via Úmida , com grãos da variedade geisha.
Os cafés cultivados no Sítio Nossa Senhora das Candeias (Via Seca) alcançaram 91,29 pontos, enquanto os do Sítio Vargem Alegre obtiveram 91,31. Para completar, a família levou ainda um terceiro troféu para casa: o segundo lugar entre os cafés produzidos por Via Úmida, com um blend de catucaí amarelo e geisha do Sítio Tarumã, que recebeu 90,58 pontos do júri internacional. Os 40 lotes classificados na categoria nacional participaram da etapa final, cujo ranking foi apresentado neste sábado, em cerimônia realizada em São Paulo .
A premiação contou ainda com uma terceira categoria, a de Experimentais, vencida pela Ipanema Agrícola, maior empresa brasileira do ramo de cafés especiais . A companhia conquistou 92,25 pontos com um lote da variedade geisha cultivado em Conceição do Rio Verde (MG), também na Serra da Mantiqueira. Entre os cafés especiais premiados, estiveram representadas seis regiões produtoras brasileiras: Mantiqueira de Minas , Cerrado Mineiro , Serra da Canastra e S erra do Caparaó , em Minas Gerais; Região Vulcânica , em São Paulo; e Chapada Diamantina , na Bahia.
Os mineiros tiveram clara hegemonia, com 28 dos 32 premiados. São Paulo e Bahia tiveram dois representantes cada. Foram classificados para a etapa final 40 competidores, mas apenas os que receberam notas iguais ou superiores a 86 pontos foram premiados.
Dia Internacional do Café: ganhos do Brasil saltam 200% em dez anos China compra lotes de cafés produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro Café brasileiro é “insubstituível” nos EUA, após batalha contra tarifaço A receita da excelência dos Silva em Cristina (MG) No sangue da família Silva há três gerações, a cafeicultura é o principal elo entre Sebastião , o pai, Hilda , a mãe, e os filhos Cleverson e Eduardo . Depois de anos produzindo café commodity , foi em 2016 que decidiram investir nos especiais, com foco na produção de microlotes e na busca pela melhor qualidade possível. O patriarca, então, passou o comando das lavouras para os herdeiros , e os resultados não demoraram a aparecer.
Após bons resultados com as variedades catucaí amarelo e arara, neste ano, quando celebram dez anos no segmento, foi com o geisha que os Silva brilharam, colocando lotes dos sítios da mãe e dos dois filhos no topo do ranking. “A gente está numa região muito boa, com muito potencial para a produção de cafés especiais e, com busca de conhecimento e ferramentas de melhoria na propriedade, a gente vem conseguindo alcançar boas pontuações e bons lotes”, afirma Cleverson. Com o reconhecimento, ele diz esperar poder mostrar a produção ao mundo.
“Vamos em busca de bons negócios para os sítios a partir da qualidade do que produzimos aqui. Os recursos que a gente aloca de concursos a gente vai continuar melhorando estrutura e terreiro, tentando caprichar cada vez mais”, explica. Lendas do Café Neste ano, a Cup of Excellence t rouxe uma novidade: concedeu o título de “Lendas do Café” a dois produtores que, pelo desempenho historicamente excepcional na competição, com troféus acumulados ano a ano, se tornam hors concours e deixam de disputar o concurso.
Luiz Paulo Pereira , proprietário da Carmo Coffees e da Fazenda Santuário do Sul , em Carmo de Minas (MG), e a Orfeu Cafés Especiais foram os primeiros a receber a honraria. De acordo com Ricardo Madureira, CEO da Orfeu Cafés Especiais, o propósito da empresa desde que foi criada, em 2005, foi produzir café de excelência , cuidando das pessoas e do meio ambiente. Para ele, a quase perfeição não é alcançada olhando para um único fator.
“Trabalhar muito, estudar muito, entender que o conhecimento é o que vai levar para frente e que não existe uma coisa única a ser feita. É aliando trabalho duro à perseverança que vai fazer com que se chegue no resultado”, afirma. Já para Luiz Paulo , o Brasil tem surpreendido muitos mercados internacionais com a produção de cafés especiais de patamar “elevadíssimo”.
Segundo ele, a fórmula para alcançar o “estado da arte” é a soma de carinho, cuidado e relacionamento. O produtor espera que seu sucesso inspire outros cafeicultores. “É uma honra compartilhar um pouco da minha história para que outras pessoas possam fazer história”, celebra.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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