Famílias e empresas pagaram R$ 674 bi em juros no 1º semestre, alta de 7,4%
As famílias brasileiras viram seus gastos com juros subirem quase 10% no primeiro semestre de 2026 – em comparação com o mesmo período do ano anterior -, totalizando despesa da ordem de R$ 515,4 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Já as empresas tiveram de desembolsar R$ 158,6 bilhões com juros nos primeiros seis meses do ano. Somados os valores, pessoas físicas e jurídicas perderam R$ 674 bilhões nesse sentido, alta de 7,4% ante o primeiro semestre de 2025.
Leia Mais Moody's vê ajustes graduais na política fiscal do novo governo Lula Sistema Financeiro Nacional está resiliente, mesmo com riscos, diz BC BC prevê novas medidas para proteger consumidor do endividamento Apesar do crédito ficar cada vez mais caro – a taxa nominal ponderada acumulada passou de 24,3% para 25,3% -, o consumidor segue buscando empréstimos – o saldo real do crédito livre às pessoas físicas subiu 6,1%, a R$ 2,353 trilhões, enquanto as concessões avançaram 5,1%. Não obstante, a FecomercioSP apurou que a inadimplência cresce , com os atrasos acima de 90 dias atingindo 7,37% dos consumidores, após piora de 1,78 ponto percentual do indicador. “Em apenas dois anos, houve uma deterioração expressiva da capacidade de pagamento.
[…] Os lares com dívidas permanecem em patamar elevado”, aponta a entidade em nota de pesquisa. Inadimplência vai bater no consumo e no PIB, diz pesquisador | MONEY NEWS A FecomercioSP afirma que 3,4 milhões de lares registram dívidas, o maior patamar desde 2022. Já olhando para as empresas , o levantamento nota outro comportamento alarmante: o gasto total com juros se manteve quase o mesmo entre 2025 e 2026, enquanto as operações de crédito recuaram; com menor saldo de crédito, o que manteve a despesa elevada é o fato do encarecimento das concessões.
Juros altos desencorajam consumo e podem frear economia; entenda ]]>
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