SJX NEWS

    forbes.com.br

    Forbes Brasil

    SJXNEWS
    Forbes Brasil·28 de out., 12:30

    Fed Deve Manter Juros na Faixa de 3,75% a 4% sob Pressão Inflacionária e Véspera de Eleições

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Federal Reserve deve manter as taxas de juros inalteradas nesta quarta-feira, a menos de uma semana das decisivas eleições de meio de mandato nos EUA, cujo foco é o custo de vida, enquanto os formuladores de política monetária do banco central aguardam para ver se a inflação moderará ou se permanecerá forte o suficiente para justificar novos aumentos nos custos dos empréstimos. Autoridades do Fed, antes da reunião de política monetária de dois dias desta semana, sinalizaram que o banco central pode ser paciente após ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado.

    Manter a taxa de juros de referência do Fed na faixa atual de 3,75% a 4,00% também levaria a discussão para além das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que determinarão se o Partido Republicano do presidente Donald Trump manterá o controle do Congresso nos dois últimos anos de seu mandato ou cederá uma ou ambas as câmaras legislativas aos democratas. Há cerca de 90% de probabilidade de que o Fed mantenha as taxas inalteradas quando divulgar sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília), de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. O foco dos mercados financeiros, por outro lado, mudou para o provável ritmo e magnitude dos futuros aumentos das taxas, que os investidores consideram inevitáveis, dada a força da inflação.

    Economistas e muitas autoridades monetárias do Fed agora veem os preços sendo impulsionados para cima não apenas pelo choque persistente nos custos de energia decorrente da decisão de Trump de atacar o Irã e pelos efeitos remanescentes de suas tarifas, mas também pela forte demanda do setor de inteligência artificial e pelos gastos sólidos dos consumidores. Autoridades do Fed consideram que a inflação impulsionada pela demanda está mais sob seu controle, e as preocupações de que os aumentos de preços estejam se disseminando por toda a economia podem levar alguns formuladores de política monetária a discordarem, defendendo um aumento da taxa que consideram necessário para impedir que a inflação acelere. “Hoje, a questão não é tanto se o Fed aumentará as taxas novamente, mas quantos aumentos ainda virão”, escreveu Dario Perkins, diretor-gerente de macroeconomia global da TS Lombard, em uma análise que sugeriu que o Fed pode ser forçado a uma série de aumentos “se a bolha da IA não estourar”.

    Dada a promessa do presidente do Fed, Kevin Warsh, em um discurso de 28 de agosto, de trazer a inflação de volta a 2% “com rapidez suficiente”, Perkins afirmou que o banco central “precisará continuar aumentando as taxas até que sua meta esteja à vista”. No momento, isso não está em vista, fato que Warsh precisará conciliar com qualquer decisão de manter as taxas estáveis. Embora não se espere que a declaração de política monetária do banco central — que se tornou consideravelmente mais sucinta desde que o novo presidente do Fed assumiu o cargo no final de maio — forneça muitas explicações, é provável que Warsh enfrente perguntas sobre por que tal pausa foi considerada apropriada quando participar da coletiva de imprensa marcada para começar às 15h30.

    INFLAÇÃO PERSISTENTE A meta de inflação de 2% do Fed é medida pelo Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês). Estimativas iniciais mostram que o índice geral, bem como medidas relacionadas que excluem alguns preços voláteis de commodities e de produtos não comercializados, subiu em setembro e permanece em 3% ou mais em base anualizada — com pouco progresso observado nos últimos meses. O relatório do PCE referente a setembro será divulgado na quinta-feira, um dia após o término da reunião de política monetária, mas já há dados suficientes dos componentes para que os formuladores de política monetária tenham uma estimativa sólida dos números.

    Desde que Warsh assumiu o comando do Fed, algumas das dinâmicas que os formuladores de política monetária afirmaram que poderiam ajudar a reduzir a inflação — como o fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã e melhorias na produtividade decorrentes da IA — ainda não se concretizaram. Após uma calmaria no verão do hemisfério norte que ajudou a reduzir a inflação mensal em junho e julho, o preço de referência global do petróleo subiu desde então para cerca de US$114 por barril, registrando um aumento de cerca de 20% desde o início de setembro. Os preços do diesel — um insumo essencial para diversos setores, incluindo agricultura, construção civil e transporte — estão próximos de níveis recordes e têm sido um fator determinante para o aumento da inflação.

    O boom da IA, por sua vez, passou a ser visto em todo o Fed como um fator de inflação de curto prazo, independentemente de seu potencial para tornar a economia mais produtiva no médio ou longo prazo. A amplitude e a persistência da inflação serão fundamentais à medida que as autoridades do Fed debatem o rumo da política monetária, mesmo que concordem em manter as taxas inalteradas por enquanto, escreveu Derek Tang, economista da Monetary Policy Analytics, antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) desta semana, responsável pela definição das taxas. A empresa de Tang agora prevê que o Fed aprove mais três aumentos de 0,25 ponto percentual em suas próximas reuniões, em linha com as expectativas do mercado de aumentos trimestrais daqui até junho de 2027.

    Para evitar parecer complacente com a inflação após uma pausa na esteira de dados mais fortes sobre a alta dos preços, “Warsh provavelmente buscará contextualizar a suspensão de outubro dentro de um amplo cenário em que o FOMC continua determinado a provar seu valor” no combate à inflação, escreveu Tang. “Impedir que a inflação se espalhe de choques de oferta pontuais para a demanda de forma mais ampla é a principal preocupação até mesmo para a ala moderada do Comitê”, que tem se mostrado cada vez mais apreensiva com a possibilidade de a inflação de demanda estar ganhando vida própria, afirmou ele. O post Fed Deve Manter Juros na Faixa de 3,75% a 4% sob Pressão Inflacionária e Véspera de Eleições apareceu primeiro em Forbes Brasil .

    ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Forbes Brasil →