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    Forbes Brasil·28 de out., 21:22

    Fed Mantém Juros entre 3,75% e 4% sob Pressão do Petróleo, Mas Racha no Comitê Sinaliza Aperto À Frente

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Federal Reserve ( Fed ) confirmou as apostas majoritárias do mercado financeiro e manteve as taxas básicas de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. A decisão, amplamente precificada, veio em um tom duro — hawkish, no jargão do mecrado — marcado por discordâncias internas no comitê , escalada nas cotações globais de energia e um anúncio que altera a dinâmica de governança da autoridade monetária para os próximos anos.

    “Em relação à decisão em si, nós não tivemos surpresas, dado que o CME Group já mostrava que 93% de probabilidade era que os juros ficassem no atual patamar de 3,75% a 4%”, observa Bruna Centeno, economista e advisor na Blue3 Investimentos. O placar de dez votos favoráveis contra dois dissidentes expôs o racha em torno do patamar restritivo necessário para conter a inflação . “A decisão veio em linha com as expectativas do mercado, mas não foi unânime: foram dez votos favoráveis à manutenção dos juros e dois votos dissidentes”, analisa Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue .

    Entre as vozes divergentes, a preferência declarada foi por uma elevação imediata de 0,25 ponto percentual. A próxima deliberação do comitê ocorre em dezembro, e o mercado já considera um aperto. “Os investidores buscam sinais sobre os próximos passos da política monetária, e as expectativas para a reunião de dezembro já indicam uma probabilidade próxima de 80% de uma nova alta de juros “, complementa Benati.

    Para o estrategista da Avenue, o atual Presidente do Fed, Kevin Warsh , reforçou em diversos momentos o compromisso da instituição com a meta de inflação de 2%. ” Petróleo força possível correção de rota do Fed As tensões no Oriente Médio impulsionaram o barril de petróleo para patamares entre US$ 100 e US$ 115, gerando repasse imediato aos preços de combustíveis e ameaçando contaminar a cadeia produtiva. Para Centeno, a alta do insumo adiciona volatilidade severa às projeções.

    “Isso tem feito preço principalmente no petróleo que traz a ponta de inflação para cima. A gente ainda tem toda essa escalada dos preços do petróleo que se não administrada podem sim acarretar em aumentos adicionais ali para os próximos meses. ” Soma-se a isso a resiliência da economia americana, sustentada pelo consumo doméstico e por investimentos corporativos com tração no segmento de tecnologia.

    “A própria ponta da atividade econômica tem se mostrado com bastante resiliência, principalmente sustentada pelo consumo doméstico, o que é realmente dosado com juros. E nós tivemos ali um avanço também, quando a gente olha o lado das empresas, na produtividade”, analisa Centeno. Menos reuniões deliberativas A partir de 2027, o FOMC reduzirá a frequência de decisões de política monetária para abrir espaço a debates de conjuntura e planejamento macroeconômico — decisão que foi comunicada por Warsh nesta quarta-feira (28).

    “O maior destaque de sua entrevista foi o anúncio de que em 2027 uma das reuniões do FOMC não terá decisão sobre juros e comunicado, visando deliberações estratégicas, com foco em horizontes temporais mais longos; em 2028 serão duas reuniões”, explica Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital. O movimento reduz o calendário deliberativo para sete encontros em 2027 e para seis a partir de 2028. “Há ao menos 2 meses ele vinha sugerindo que 8 reuniões por ano são muita coisa, e este parece ter sido o jeito encontrado para reduzir a necessidade de decisões sobre política monetária.

    A medida sugere uma busca por movimentos menos bruscos na política monetária e maior foco no longo prazo”, acrescenta o gestor. Dólar avança sobre o real Enquanto o índice DXY registrou leve recuo diante das divisas de economias centrais, o real brasileiro perdeu tração e encerrou o dia em desvalorização ante a moeda americana. “Enquanto isso, o dólar apresenta uma desvalorização marginal no cenário global.

    Na contramão desse movimento, a moeda americana sobe em relação ao real, indicando um enfraquecimento da moeda brasileira no pregão de hoje”, aponta Benati. Segundo o analista, o descolamento evidencia a sensibilidade do ativo local ao fluxo financeiro externo: “Esse comportamento mostra que o real está se desvalorizando mais intensamente frente ao dólar do que a média das principais moedas desenvolvidas, representadas pelo índice DXY”. O post Fed Mantém Juros entre 3,75% e 4% sob Pressão do Petróleo, Mas Racha no Comitê Sinaliza Aperto À Frente apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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