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    Federação do setor rural vê reajuste do Bolsa Família com ‘extrema preocupação’
    Revista Oeste·18 de set., 15:52

    Federação do setor rural vê reajuste do Bolsa Família com ‘extrema preocupação’

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), principal entidade de representação sindical do setor rural paulista, manifestou “extrema preocupação” com a decisão do governo federal de promover um reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família . O aumento no valor do programa social foi anunciado nesta quinta-feira, 17, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida, tomada a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições gerais no país, foi criticada pela oposição e pelo mercado, que apontaram seu caráter eleitoreiro.

    + Leia mais notícias de Economia em Oeste “A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifesta extrema preocupação com o anúncio do aumento de 15% no Bolsa Família, anunciado ontem pelo presidente de República. Tal medida carrega o nítido teor de uma manobra política eleitoral, tomada sem compromisso com a sustentabilidade das contas do país”, diz a Faesp em nota divulgada nesta sexta-feira, 18. Segundo a entidade, “diante de um déficit público que já ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão, a criação desta nova despesa sem o devido lastro orçamentário é aviltante”.

    “O próprio Ministério do Planejamento e Orçamento informou que o reajuste terá impacto adicional estimado de R$ 28,5 bilhões em 2026/2027. Certamente isso vai trazer impactos diretos, imediatos e danosos à economia, impulsionando a alta da inflação e forçando o aumento da taxa de juros, o que afasta ainda mais investimentos produtivos, tão necessários”, afirma a Faesp. No comunicado, a federação alerta para o “risco de transformar o já delicado cenário econômico em uma autêntica ‘realidade de guerra’ para o setor produtivo e para o cidadão”.

    v=NAINqOHppws Leia também: "MP pede ao TCU suspensão do reajuste do Bolsa Família" “A Faesp reitera que não se opõe às políticas de amparo social aos mais vulneráveis, mas defende firmemente que qualquer programa social não pode estar apartado do rigor da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz a nota. “O Bolsa Família precisa deixar de ser uma política puramente assistencialista para se converter em uma ponte concreta de capacitação e trabalho, permitindo que os brasileiros conquistem sua verdadeira independência econômica e social”, conclui a entidade. Reajuste no Bolsa Família às vésperas da eleição Com o reajuste anunciado pelo governo Lula, o piso do programa de transferência de renda passa dos atuais R$ 600 para R$ 691.

    Já o benefício médio, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, passará de R$ 675 para R$ 777. De acordo com estimativas do próprio governo, o impacto do reajuste é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. No mês passado, o governo federal encaminhou ao Congresso a proposta orçamentária para 2027 sem incluir nenhum reajuste nos valores do Bolsa Família.

    A decisão de reajustar o Bolsa Família é tomada em meio à perda de tração de Lula nas pesquisas dos principais institutos e ao avanço do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto, principal adversário do petista na corrida eleitoral. v=neD4mQtk89w O post Federação do setor rural vê reajuste do Bolsa Família com ‘extrema preocupação’ apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

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