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    Fim da escala 6×1 pode elevar condomínio em até 15% e reduzir serviços
    Revista Oeste·01 de nov., 14:57

    Fim da escala 6×1 pode elevar condomínio em até 15% e reduzir serviços

    A redução da jornada de trabalho poderá aumentar em até 15% a taxa mensal dos condomínios, segundo estimativas do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Com o fim da escala 6x1, síndicos e administradoras terão de reorganizar os turnos de porteiros, zeladores e funcionários da limpeza. Para evitar a contratação de novos empregados e conter despesas, alguns prédios estudam diminuir a frequência de determinados serviços.

    As mudanças começam a valer em 15 de dezembro, quando o limite de trabalho cairá de 44 para 42 horas semanais. A partir de dezembro de 2027, a jornada máxima será de 40 horas, sem redução salarial. As novas regras foram estabelecidas pela Emenda Constitucional 141, promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro.

    A preocupação é maior nos edifícios com portaria 24 horas, que precisam manter funcionários em atividade durante toda a semana. Nesses casos, a concessão de duas folgas semanais pode exigir reforço nas equipes. Já serviços como limpeza e manutenção oferecem mais possibilidades de reorganização dos horários.

    Portaria 24 horas é um dos principais desafios A mão de obra representa de 55% a 70% das despesas mensais dos condomínios, segundo a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic) e a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi). A participação elevada dos salários e encargos no Orçamento explica por que a mudança poderá afetar o valor pago pelos moradores. A portaria concentra parte das dificuldades.

    Um edifício que mantém atendimento ininterrupto precisa cobrir 168 horas por semana. Com menos horas disponíveis por funcionário, a administração terá de redistribuir turnos, contratar profissionais para cobrir folgas ou avaliar outros modelos de atendimento. A situação é diferente nos prédios que não oferecem atendimento contínuo.

    Neles, a administração pode concentrar determinadas atividades em menos dias, desde que respeite as exigências legais e as necessidades dos moradores. Manifestação para o fim da escala 6x1 e redução do horário semanal, na Avenida Paulista - 1º/5/2026 | Foto: Marina Uezima/Reuters Contratações e horas extras podem elevar despesas Um levantamento da Confederação Nacional de Serviços (CNS) calculou o impacto de duas alternativas para a adaptação à jornada de 40 horas. Se os condomínios contratarem trabalhadores para repor integralmente as horas reduzidas, o custo com mão de obra poderá subir 6,9%.

    Caso mantenham as equipes e recorram ao pagamento de horas extras, a estimativa é de aumento de 8,6%. Esses porcentuais representam cenários distintos e não devem ser somados. Além disso, não correspondem diretamente ao reajuste do boleto, pois a taxa condominial inclui outras despesas, como água, energia, manutenção e contratos de prestação de serviços.

    com/shorts/3-Bies004ds Segundo a CNS, a mudança poderá atingir até 420,5 mil profissionais que trabalham em condomínios prediais. A reposição integral das horas exigiria aproximadamente 40 mil contratações adicionais. Com isso, deve haver mudança no mercado de trabalho .

    A administradora Lello, responsável por milhares de condomínios, também começou a simular novas escalas de trabalho. Em um dos cenários apresentados, um prédio de 83 unidades, com cinco empregados, precisaria contratar mais dois profissionais para se adequar à jornada de 40 horas. Nesse exemplo, a despesa mensal com pessoal, incluindo encargos, passaria de cerca de R$ 40,2 mil para R$ 50,4 mil.

    O aumento de 25,3% seria restrito à folha de pagamento do condomínio analisado, não ao valor total da taxa mensal. Síndicos avaliam reduzir limpeza e reorganizar equipes Além de ampliar o quadro de funcionários, os condomínios poderão rever a frequência de serviços que não precisam funcionar todos os dias. Uma alternativa considerada pelo setor é ampliar o uso de portarias remotas ou híbridas, controles eletrônicos de acesso e sistemas digitais para receber visitantes e encomendas.

    Essas soluções podem diminuir a necessidade de presença física em determinadas funções, mas também exigem investimentos. A escolha dependerá da estrutura e do orçamento de cada condomínio. v=ZuGgzPYeGwA Reajuste não será automático A estimativa de alta de até 15% não significa que todos os condomínios terão esse aumento.

    O valor dependerá das despesas adicionais efetivamente previstas para cada edifício. Nos prédios com funcionários contratados diretamente, o principal custo poderá vir da necessidade de cobrir as novas folgas. Nos condomínios que terceirizam portaria, limpeza e zeladoria, o impacto poderá aparecer na renegociação dos contratos com as prestadoras.

    Antes de propor aumentos, as administradoras recomendam revisar as escalas atuais, verificar a necessidade de horas extras e avaliar alternativas de contratação. Nova jornada será implantada em duas etapas A Emenda Constitucional 141 prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima, sem corte de salários. A primeira etapa terá início em 15 de dezembro de 2026, com limite de 42 horas semanais.

    Um ano depois, a jornada será reduzida para 40 horas. A regra geral substitui a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga. A legislação também admite situações específicas previstas em acordos ou convenções coletivas, observadas as condições estabelecidas pela emenda.

    A expectativa do setor produtivo é que haverá aumento do custo de vida . v=tYwfHh4bL_M O post Fim da escala 6×1 pode elevar condomínio em até 15% e reduzir serviços apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

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