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    Flávio acionou o TSE 93 vezes contra Lula na campanha de 2026
    Poder360·26 de set., 17:00

    Flávio acionou o TSE 93 vezes contra Lula na campanha de 2026

    A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou 93 ações no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua coligação na campanha eleitoral de 2026. 2026). Do total movido contra Lula, 7 tiveram decisões favoráveis, 29 foram indeferidos e os demais aguardam julgamento.

    Todos os processos, contudo, ainda tramitam na Corte e cabem recursos. As representações tratam de assuntos diversos. Das ações contra Lula, 33 contestam inserções que afirmam que Flávio teria recebido R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro , fundador do Banco Master.

    Outras 18 questionam peças publicitárias que vinculam a família do candidato a milicianos do Rio de Janeiro ou a políticos presos ligados ao Comando Vermelho. Ações questionam o uso da máquina pública para fins eleitorais. Por exemplo, Flávio acionou o TSE para que Lula seja impedido de usar na campanha eleitoral imagens ou trechos do discurso feito na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.

    O volume expressivo de ações cumpre um papel estratégico na corrida eleitoral. Primeiro, busca retirar do ar o mais rápido possível materiais considerados prejudiciais à imagem do candidato e reduzir o impacto eleitoral da propaganda adversária. Visa ainda a criar narrativas políticas de contraponto para uso na própria propaganda do partido.

    Decisões liminares (provisórias) concedidas durante o período de campanha não significam o encerramento dos processos. Os trâmites na Justiça Eleitoral costumam ser longos e sujeitos a diversos recursos. Por isso, o julgamento definitivo de muitas dessas ações pode se dar só depois do dia da eleição.

    Ainda assim, o tempo em que uma propaganda permanece no ar no rádio, na TV ou na internet pode gerar impactos decisivos na intenção de voto do eleitor antes que a Justiça profira uma decisão final. ENTENDA AS CLASSES As 93 ações contra a chapa de Lula dividem-se em 4 categorias jurídicas, que variam conforme o objetivo, o rito e a gravidade das sanções: direito de resposta (54): pedem tempo proporcional no horário eleitoral ou em redes sociais para rebater ofensas ou acusações sem provas; representação (30): pedem punição para propaganda irregular, desinformação, uso de deepfakes ou falta de identificação do candidato; representação especial (7): apuram condutas vedadas a agentes públicos, como o uso de estrutura estatal na campanha; ação de Investigação Judicial Eleitoral (2): apuram abuso de poder político ou econômico e podem resultar em inelegibilidade. RELATORES E AÇÕES Os processos apresentados pela campanha do senador concentram-se com 4 ministros do TSE, em ordem de volume de distribuição: Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva.

    Além de Lula, ações movidas pela equipe do senador miram adversários políticos, veículos de imprensa e perfis em redes sociais. Como um mesmo processo pode ser movido contra mais de uma pessoa ou empresa (polo passivo), a soma dos alvos difere do total de ações: perfis em redes sociais e pessoas físicas: 23; figuras políticas: 10 (incluindo André Janones, Lindbergh Farias, Rogério Correia, Carlos Fávaro e Guilherme Boulos); veículos de imprensa: 4. A ação mais recente mirou defesa por IA, deepfake ou manipulação digital.

    O candidato do PL acionou o TSE para apurar uma notícia falsa que dizia que, caso eleito, ele retiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio disse que se surpreendeu com a “ fake news “. “ Não tem pé nem cabeça.

    Não existe esse projeto “, disse. O ministro André Mendonça, designado relator, determinou que as principais redes sociais retirem do ar publicações com o boato. Determinou que as X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube atuem preventivamente contra a disseminação de novos conteúdos que reproduzam a mesma informação falsa.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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