Flávio Bolsonaro Viajou Aos EUA, Afirmam Aliado e Fonte do Governo Americano
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos, disseram à Reuters um aliado próximo do parlamentar e uma fonte do governo dos EUA nesta terça-feira, menos de 24 horas após o senador assegurar que nunca pensou em deixar o país e depois da derrota eleitoral no domingo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Embaixada dos EUA no Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Não ficou imediatamente claro para qual local exatamente Flávio Bolsonaro estava indo, a que horas chegaria ou se pediria asilo nos EUA. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, já alegou que o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vítima de perseguição judicial no Brasil. Flávio descumpriu uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes nesta terça-feira pela manhã, o que levou a Polícia Federal a cancelar os passaportes do senador, inclusive o diplomático.
A Reuters não conseguiu confirmar com quem o senador viajou aos EUA, mas apurou com uma fonte que as duas filhas do parlamentar não foram para a escola em Brasília nesta terça. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, disse Flávio em vídeo publicado em sua conta no Instagram na segunda-feira, afirmando ainda que organizaria a oposição ao governo Lula.
Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro juntamente com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ambos os acusados negam qualquer irregularidade. A decisão do ministro do STF foi tomada após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer em uma transmissão nas redes sociais que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial.
A viagem de Flávio para os Estados Unidos repetiria os passos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos depois de se recusar a reconhecer a derrota para Lula na eleição presidencial de 2022. Jair Bolsonaro acabou retornando ao Brasil, mas posteriormente foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Flávio ainda não reconheceu oficialmente a derrota no domingo.
No dia da votação, afirmou que buscaria a anulação do resultado alegando irregularidades após a prorrogação do prazo de votação. Posteriormente, disse que pediria a cassação da chapa de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, seu partido, o PL, declarou na segunda-feira que reconhecia a vitória de Lula.
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