SJX NEWS

    poder360.com.br

    Poder360

    SJXNEWS
    Poder360·24 de set., 01:53

    Flávio cita 26 casos de uso eleitoral do governo Lula em ação no TSE

    O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A campanha afirma que o governo federal utilizou, de forma reiterada, estruturas, eventos, programas e canais oficiais para promover eleitoralmente a candidatura à reeleição. Eis a íntegra do documento (PDF – 4 MB).

    2026). Na avaliação da campanha de Flávio, eventos custeados com recursos públicos foram transformados em atos de campanha, com exaltação da gestão de Lula, críticas a adversários e referências à disputa eleitoral. O padrão, segundo o senador, repetiu-se ao longo de 2026 e envolveu programas sociais, anúncios de investimentos, empresas estatais, hospitais, universidades, institutos federais e o uso do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e de canais oficiais de comunicação do governo.

    A campanha pede ao TSE a produção de provas e a procedência da ação. Uma eventual condenação em Aije por abuso de poder pode levar à cassação do registro ou diploma dos candidatos e à declaração de inelegibilidade, conforme a legislação eleitoral. O Poder360 procurou a assessoria do Palácio do Planalto e a campanha de Lula por e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da representação de Flávio.

    Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. Veja abaixo o que a campanha de Flávio Bolsonaro considera irregular por parte de Lula: Eventos oficiais: pronunciamento do Dia Internacional da Mulher – a campanha afirma que Lula utilizou a cadeia nacional de rádio e televisão para divulgar ações do governo e apresentar propostas políticas em tom eleitoral; Hospital Federal do Andaraí – segundo a ação, a inauguração de um novo setor de trauma foi usada para promover Lula e fazer críticas a Flávio Bolsonaro; Caminho da Escola em Sete Lagoas – a campanha afirma que a entrega de veículos do programa federal se transformou em um “comício eleitoral” , com alusões às eleições e justificativas para não votar em seus adversários; 18ª Caravana Federativa em Niterói – a ação sustenta que o evento foi usado para exaltar a gestão de Lula, comparar governos e fazer críticas a adversários na presença de prefeitos e vice-prefeitos; entrevista no Palácio do Planalto – a campanha considera que a entrevista de Lula a Brasil247 , Revista Fórum e DCM transformou a sede do governo em plataforma eleitoral, com declarações sobre a candidatura e críticas a adversários; Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 – segundo a ação, a cerimônia de sanção da lei foi usada para exaltar Lula e criticar adversários políticos; Fábrica de fertilizantes na Bahia – a campanha afirma que a retomada da unidade da Petrobras em Camaçari foi acompanhada de discurso de promoção pessoal, comparação com governos anteriores e críticas a adversários; Minha Casa Minha Vida na Bahia – a campanha afirma que a entrega de 384 unidades foi conduzida de forma a fazer parecer que o próprio Lula havia custeado e entregue os imóveis, além de criticar o governo anterior e adversários; 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura – a campanha afirma que o evento em Aracruz (ES) foi usado para apresentar Lula como responsável pela reconstrução de políticas públicas, fazer oposição ao governo anterior e exaltar o presidente; inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz – segundo a ação, a inauguração foi desviada de seu caráter institucional para a promoção pessoal de Lula e críticas a Flávio Bolsonaro; Minha Casa Minha Vida em Manaus – a campanha afirma que a entrega de 576 unidades teve tom promocional, referências à disputa eleitoral e “ato eminentemente eleitoreiro” ; Investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em Iranduba (AM) – segundo a ação, o anúncio foi usado para atribuir resultados econômicos e investimentos à atuação pessoal de Lula; projeto Mar Aberto e Petrobras em Manaus (AM) – a campanha afirma que o anúncio de mais de R$ 2 bilhões em investimentos teve referências explícitas à eleição e foi usado para promoção de Lula; Hospital de Amor e Petrobras em Sergipe – segundo a ação, o evento em Lagarto (SE) e os anúncios de investimentos em Laranjeiras (SE) tiveram declarações de Lula sobre sua candidatura, além de críticas a adversários; 2ª visita ao Hospital Federal do Andaraí – a campanha afirma que Lula voltou a utilizar um evento oficial para promoção pessoal e críticas à gestão federal anterior; Catalão e Rio Verde (GO) – segundo a ação, inaugurações e visitas a unidades de saúde e educação foram usadas para associar a continuidade de políticas públicas à permanência de Lula no governo e para atacar adversários: “Esse país nunca teve a sordidez política que a gente tem com essa família”; nota do Planalto sobre o tarifaço dos EUA – a campanha questiona o uso da comunicação oficial da Presidência para atribuir a Flávio Bolsonaro responsabilidade pelas tarifas norte-americanas e reproduzir críticas ao congressista; evento da Eurofarma em Montes Claros (MG) – segundo a ação, a agenda envolvendo estrutura pública de saúde foi usada para promoção da candidatura de Lula e críticas ao governo anterior; evento da Polícia Rodoviária Federal – a campanha afirma que a agenda no complexo da PRF foi transformada em ato político, com promoção de realizações do governo e críticas a adversários.

    set), também foi utilizado como plataforma eleitoral, com referências às eleições, à campanha e a adversários políticos. Reuniões e entrevistas no Planalto e na Alvorada: terras-raras e minerais estratégicos – a campanha afirma que uma reunião institucional realizada no Planalto, em 10 de julho de 2026, foi transformada em conteúdo político e eleitoral publicado no perfil pessoal de Lula no Instagram; reunião com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) – segundo a ação, o encontro institucional de 14 de julho de 2026 foi convertido em conteúdo eleitoral para as redes pessoais de Lula, com transmissão ao vivo pelo Instagram e posterior publicação no YouTube; entrevista ao Inteligência Ltda. – a campanha afirma que a entrevista de mais de 2 horas, gravada no Palácio da Alvorada em 30 de julho de 2026, teve conteúdo eleitoral, com reafirmação da candidatura e crítica a adversários, incluindo Flávio Bolsonaro; entrevista à Record – segundo a ação, Lula utilizou a residência oficial da Presidência para uma entrevista exibida no mesmo horário do 1º debate presidencial, em 23 de agosto de 2026, criando uma plataforma de “comunicação eleitoral individualizada”; transmissão no Palácio da Alvorada – segundo a ação, a transmissão de 13 de setembro de 2026 reuniu integrantes ligados à estrutura partidária e eleitoral para apresentar ferramentas de mobilização, exibir vídeos e fazer referências à candidatura e ao número eleitoral, transformando a residência oficial em local de produção de conteúdo de campanha; “Podcast eleitoral no Alvorada” – a ação afirma que a entrevista de 15 de setembro de 2026 foi gravada na residência oficial e tratou diretamente de eleição, pesquisas, adversários e reeleição.

    ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Poder360