Flávio pede prisão de funcionário da Secom por fake news
A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral e pediu a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva , coordenador geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Leia a íntegra da notícia-crime (PDF – 710 kB). 2026) uma mensagem que incentivava o compartilhamento da fake news de que Flávio e o PL apoiavam a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
A republicação foi apagada horas depois. A campanha diz que não se tratou de um caso isolado. Na notícia-crime, cita outras 3 publicações republicadas por Marques sobre o mesmo assunto: Os advogados afirmam que os compartilhamentos podem configurar o crime de divulgação de fatos sabidamente falsos sobre candidatos, estabelecido no artigo 323 do Código Eleitoral .
Segundo a defesa, o uso das redes sociais pode elevar a pena, e as publicações sucessivas devem ser analisadas como continuidade delitiva. “Repostar é divulgar” , diz a notícia-crime. Os advogados afirmam que Marques sabia que a informação era falsa e que já havia sido corrigida.
Para a defesa, o compartilhamento configura “conduta ilícita de um servidor da Presidência da República cuja função oficial é, literalmente, coordenar a estratégia e a informação da comunicação do governo federal” . Questionado pelo Poder360 na 6ª feira, Marques disse que não concorda com a mensagem que incentivava a circulação da fake news (síntese de sua resposta). Declarou não se lembrar de tê-la republicado e disse que, se o fez, foi por engano.
“Não me lembro de ter dado RT nesse tuíte [sobre deixar o assunto rolar] . Eu retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por engano. Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição.
Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário” , disse. “Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento. Registro que, como jornalista, defendo que os fatos sejam claros e precisos.
Mesmo se eu tivesse dado RT não concordo com esse pensamento” , declarou. set) e enviou a nota a seguir, reproduzida na íntegra: “As alegações formuladas pelo candidato Flávio Bolsonaro não procedem. Causa especial estranheza e indignação o pedido injusto e arbitrário de prisão de um cidadão brasileiro.
“É importante esclarecer que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada pelo senhor George Marques, o candidato distorce os fatos e ignora deliberadamente que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio. “O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro” . ]]>
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