Flávio pede prisão de servidor do Planalto por caso Nossa Senhora Aparecida
A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu nesta sexta-feira (25) a prisão preventiva e a expedição de um mandado de busca e apreensão contra um servidor do Palácio do Planalto, acusado de disseminar desinformação sobre o caso envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A notícia-crime foi apresentada contra George Marques , coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Segundo a campanha, Marques teria compartilhado nas redes sociais uma publicação que orientava os usuários a ignorar a retratação da imprensa sobre a informação falsa.
A postagem dizia: “parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. […] Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”.
Leia Mais Trump rejeita proposta do Irã de cessar-fogo e reabertura de Ormuz Governo Lula foi contra proibir do "jogo do tigrinho" em 2023 Trump prevê acordo com Cuba e diz que uso de força não deve ser necessário A campanha afirma que o servidor tinha conhecimento de que a informação era falsa e de que havia sido desmentida publicamente. Segundo a petição, ele teria compartilhado o conteúdo com seus mais de 200 mil seguidores. A petição também cita outras publicações republicadas por Marques, nas quais usuários acusam Flávio Bolsonaro de tentar enfraquecer as igrejas católicas no Brasil.
Para a campanha, o conteúdo compartilhado pelo servidor indicaria uma atuação coordenada para manter a informação falsa em circulação até o primeiro turno das eleições. “Não se trata de opinião. Trata-se de um plano”, afirma a notícia-crime.
Para os advogados, a conduta configura os crimes de divulgação de fatos sabidamente inverídicos em período eleitoral , além de incitação ao crime e associação criminosa . Por isso, a campanha pede a abertura de investigação para apurar a conduta de Marques e de outros envolvidos, além de mandado de busca e apreensão para recolher computador, celular e outros dispositivos eletrônicos do servidor. Pede ainda a decretação da prisão preventiva do servidor e afirma que, se não atendida, que seja ao menos determinada a suspensão do exercício da função pública e a proibição de uso das redes sociais.
Outro lado Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que as alegações de Flávio “não procedem”. Disse ainda causar estranheza um “pedido injusto e arbitrário” de prisão de um cidadão brasileiro. A Secom afirma que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada por George, Flávio estaria distorcendo os fatos e ignorando que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio.
“O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro”, diz. Entenda O episódio começou na noite de 23 de setembro, quando passou a circular nas redes sociais a afirmação de que Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil . Os conteúdos publicados nas redes sociais utilizaram falas de Flávio Bolsonaro feitas em agosto, em que afirmou que “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
A declaração foi feita em um vídeo em que o presidenciável explicava a ausência no primeiro debate presidencial realizado pela TV Band. A informação foi desmentida pelo candidato em suas redes sociais nesta quinta-feira (24). Na publicação, o senador garantiu não haver nenhuma possibilidade de existir alguma proposta do tipo.
A autoria das postagens foi atribuída pelo senador à “milícia do PT”. Eleições 2026: Campanha de Flávio vê espaço para reduzir rejeição | CNN 360º ]]>
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