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    Foi plantada em 1825 para alimentar a população; 200 anos depois, tornou-se uma árvore invasora
    CNN Brasil·19 de set., 20:17

    Foi plantada em 1825 para alimentar a população; 200 anos depois, tornou-se uma árvore invasora

    Em 1825, autoridades havaianas tomaram uma decisão que parecia sensata: importar do Brasil uma árvore frutífera para ajudar a alimentar a população local. O araçá vermelho, batizado cientificamente como Psidium cattleianum, adaptou-se tão bem ao clima quente e úmido do arquipélago que o gesto de duas centenas de anos atrás transformou-se em um dos maiores desafios ambientais da região. A planta escapou do controle humano e colonizou grandes extensões de território , formando florestas densas que sufocam a vegetação nativa e alteram por completo a estrutura das áreas afetadas.

    Hoje, cientistas mobilizam tecnologia de ponta e um aliado improvável vindo do mesmo Brasil de onde a árvore partiu: um pequeno inseto que pode reverter o problema sem prejudicar outras espécies. Leia mais Com apenas 10 anos, menino funda ONG de reciclagem de baterias, mobiliza voluntários pelo mundo e retira mais de 800 mil unidades do meio ambiente Procuram-se voluntários para viver gratuitamente perto das Cataratas do Iguaçu em troca de 30 horas de trabalho em albergue Para onde vai a tinta da tatuagem removida a laser? Entenda o processo do corpo Como uma árvore alimentícia virou ameaça ambiental A introdução do araçá vermelho no Havaí partiu de uma intenção positiva.

    Autoridades buscavam expandir as opções de alimento disponíveis para a população do arquipélago, aproveitando uma espécie que prospera em climas tropicais. O problema surgiu justamente pela adaptação perfeita da planta ao novo ambiente. Sem os predadores naturais e competidores que limitam seu crescimento no Brasil, a árvore encontrou condições ideais para se espalhar sem controle.

    Ao longo dos anos, ela formou florestas tão densas que impedem o crescimento da vegetação nativa. A estrutura das áreas afetadas mudou completamente, criando um desequilíbrio ecológico que persiste até hoje. araçá vermelho no Havaí partiu Um inseto brasileiro entra na batalha contra a invasão Para conter o avanço da espécie invasora, cientistas recorreram a outro organismo nativo do Brasil: o Tectococcus ovatus.

    Esse pequeno inseto se alimenta exclusivamente do araçá vermelho, o que o torna uma arma biológica precisa . Aprovado pelas autoridades havaianas em 2012, o inseto forma pequenas galhas nas folhas da árvore. Essas estruturas enfraquecem o crescimento da planta sem prejudicar outras espécies presentes na região.

    O método funciona de forma parecida com o modo como certos ingredientes naturais ajudam a afastar pragas sem o uso de produtos químicos: atua especificamente no alvo, preservando o restante do ecossistema. Drones reduzem tempo de tratamento em 77% A novidade mais recente do projeto está na forma de distribuição do inseto controlador. Um estudo publicado no Journal of Economic Entomology comparou a liberação manual com um sistema de distribuição por drones .

    A diferença de desempenho foi expressiva. Enquanto o método manual levava cerca de 12 minutos para tratar cada árvore, os drones reduziram esse tempo para apenas 2,8 minutos. Isso representa uma economia de 77% no tempo de operação.

    A eficácia também cresceu. A colonização bem-sucedida do inseto nas árvores tratadas passou de 38% para 63% um ano após a aplicação. Além disso, os drones facilitam o acesso a áreas de mata mais difíceis de alcançar a pé, permitindo que o projeto alcance regiões antes inacessíveis.

    Projeto Kūhualūlū acelera proteção do ecossistema Depois dos primeiros testes com sucesso, a equipe de pesquisadores desenvolveu drones com maior capacidade de distribuição. A iniciativa recebeu o nome de Kūhualūlū. O objetivo do projeto é acelerar o controle da espécie invasora em áreas de difícil acesso.

    Com isso, busca-se proteger os ecossistemas nativos do Havaí, que seguem ameaçados pela expansão da árvore trazida do Brasil há dois séculos. A expectativa dos cientistas é que a tecnologia sirva de modelo para outros programas de controle biológico ao redor do mundo. A combinação de drones com agentes biológicos específicos pode reduzir custos e agilizar o trabalho em florestas de difícil acesso, oferecendo uma solução replicável para problemas semelhantes em diferentes regiões.

    Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

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