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    Fonteles enaltece equilíbrio fiscal em meio a racha no PT
    CNN Brasil·02 de nov., 17:23

    Fonteles enaltece equilíbrio fiscal em meio a racha no PT

    O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), enalteceu nesta segunda-feira (2) a importância do equilíbrio fiscal para a manutenção das políticas públicas. Cotado para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Lula (PT), Fonteles aproveitou o anúncio da permanência de seu secretário estadual da Fazenda para reforçar a defesa da responsabilidade com as contas públicas. A manifestação ocorre em meio a divergências dentro do PT sobre os rumos da política econômica do próximo governo, após integrantes da legenda manifestarem apoio à proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, que defende uma mudança na condução da política monetária para reduzir os juros e conter o crescimento da dívida pública .

    Em publicação nas redes sociais, Fonteles anunciou que Emílio Joaquim de Oliveira Júnior continuará à frente da Secretaria da Fazenda do Piauí durante seu próximo mandato. O governador agradeceu ao secretário pela decisão e associou a continuidade da equipe econômica ao compromisso com as contas estaduais. Leia mais Lula empodera Durigan como porta-voz da política fiscal Gabrielli celebra fim do "pensamento único" e endossa ideia de Lara Resende Fim da isenção para debêntures machuca concessões de infraestrutura “Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, escreveu.

    Na mesma publicação, o petista destacou os indicadores fiscais do estado. Segundo Fonteles, o Piauí lidera o país em investimentos públicos proporcionais à receita, possui classificação B+ de capacidade de pagamento pelo Tesouro Nacional e mantém as despesas com pessoal em 38%. O governador também afirmou que o estado está entre os dois únicos do país sem dívidas junto ao governo federal e apresenta uma taxa de endividamento inferior à metade da registrada em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    ”. O nome de Rafael Fonteles ganhou força nas discussões sobre a composição da equipe econômica do quarto mandato de Lula após a reeleição do presidente . O governador é considerado um dos favoritos para assumir o Ministério da Fazenda, embora ainda não exista uma definição do presidente sobre o comando da pasta.

    Antes de assumir o Executivo estadual, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu o comitê nacional que reúne os secretários estaduais da área. Na última semana, Durigan elogiou o governador e o classificou como um “excelente nome” para integrar o governo federal. Fonteles, por sua vez, afirmou na quinta-feira (29) que não discutiu com Lula ou qualquer outra pessoa a possibilidade de assumir um cargo no próximo mandato presidencial, nem tratou sobre a condução da política econômica.

    Divergências no PT A manifestação ocorre após a proposta de André Lara Resende ganhar apoio de integrantes do PT, especialmente da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-presidente nacional da legenda. Em publicação no domingo (1º), Gleisi defendeu o artigo do economista como uma contribuição para o debate sobre a política fiscal brasileira. No texto, publicado originalmente em 25 de setembro, Lara Resende argumenta que o principal fator de crescimento da dívida pública brasileira é o elevado custo dos juros, e não o desequilíbrio entre receitas e despesas primárias do governo.

    O economista propõe a criação de um CFMN (Conselho Fiscal e Monetário Nacional), responsável por estabelecer metas integradas para as políticas fiscal e monetária. A proposta prevê uma redução gradual da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses. Lara Resende defende ainda a definição de limites para a taxa básica de juros, vinculados à meta de inflação e ao crescimento potencial da economia.

    Na avaliação do economista, a redução dos juros diminuiria as despesas do governo com o serviço da dívida pública e permitiria melhorar os indicadores fiscais sem a necessidade de um ajuste concentrado na contenção de gastos primários. O posicionamento contrasta com a estratégia defendida pela atual equipe econômica, que considera necessário controlar o crescimento das despesas e alcançar resultados primários capazes de estabilizar a dívida pública. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta segunda-feira (2) que a proposta de limitar os juros esteja em discussão no governo.

    Ele também afastou a informação de que haveria uma reunião agendada entre Lula e Lara Resende. ]]>

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