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    Forbes Brasil·23 de set., 18:52

    “Foque na Dor Que Quer Resolver, Não em Levantar Dinheiro”: Como o Cofundador da SHS Healthcare Gerou Mais de R$ 30 Milhões em Economia para Hospitais

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Marco Torelly tinha apenas 15 anos quando deu seus primeiros passos no empreendedorismo gravando e editando vídeos de videogame para a internet — uma veia criativa que antecedeu a criação da SHS Healthcare , empresa fundada com o objetivo de trazer eficiência por meio da tecnologia para a área de suprimentos hospitalares. Formado em Publicidade e Propaganda e com passagens por startups de recursos humanos e multinacionais de marketing, Torelly teve seu interesse pelo setor público e privado de saúde cultivado no próprio ambiente familiar .

    Filho de pai gestor hospitalar e mãe enfermeira, as conversas sobre compras de insumos e desafios da gestão de hospitais eram tema frequente na sua casa. “Sempre no almoço e nos jantares a gente falava sobre o hospital e comentava muito sobre compras hospitalares. Eu ouvindo aquilo, sempre pensei: ‘Talvez tenha um jeito de gerar mais eficiência nesse nicho”, diz Marco Torelly.

    Ao compreender que cerca de 30% do orçamento de uma instituição de saúde é consumido pela compra de suprimentos , Torelly percebeu que a tecnologia poderia ser a chave para desatar nós históricos do setor. Segundo o executivo, uma das metas SHS Healthcare é conectar e unir a demanda das instituições menores em uma plataforma digital de compras conjuntas, democratizando o acesso a preços que nenhum hospital de pequeno ou médio porte conseguiria obter sozinho. Em entrevista ao podcast Forbes Under 30: A Jornada , que pode ser assistida nesta matéria, Torelly falou como a tecnologia e as compras coletivas podem transformar a cadeia de suprimentos hospitalares , gerando economia e eficiência para hospitais de pequeno e médio porte.

    O executivo também comentou sobre o uso de inteligência artificial para otimizar rotinas burocráticas e organizar cadastros, ressaltando que a tecnologia deve potencializar — e jamais substituir — o trabalho dos médicos. 500 hospitais , dos quais 90% atuam de maneira isolada no mercado. Enquanto as grandes redes hospitalares possuem grande influência, os hospitais de pequeno e médio porte enfrentam dificuldades para negociar preços competitivos com a indústria fornecedora.

    Torelly explica que a SHS Healthcare foi idealizada para equalizar essas forças por meio de uma plataforma digital. A empresa conecta e padroniza as informações de compras das instituições menores para viabilizar aquisições conjuntas com os fornecedores. “Se eu consigo unir alguns hospitais para fazer uma compra conjunta, já consigo trazer um preço que o hospital nunca conseguiria ter sozinho”, destaca Marco.

    O modelo provou sua eficácia rapidamente. A SHS já atua em mais de 100 hospitais e acumula uma economia gerada superior a R$ 30 milhões para o caixa das instituições atendidas. 000 Santas Casas em todo o país.

    IA nos negócios Um dos maiores obstáculos operacionais enfrentados pelos hospitais está na falta de padronização dos cadastros de medicamentos e insumos . Por exemplo, um mesmo item, como a dipirona ou luvas de látex, pode ser registrado com nomes, códigos e descrições distintas em cada hospital. Isso acaba inviabilizando a comparação de preços e o agrupamento de pedidos.

    Nos primeiros anos de operação da SHS, a higienização e o cruzamento desses dados eram feitos manualmente por enfermeiras e farmacêuticas contratadas. Com o acúmulo de uma base de informações, a empresa desenvolveu modelos de machine learning e inteligência artificial para automatizar a correspondência de itens. No entanto, o executivo destaca que a decisão técnica jamais é delegada inteiramente ao algoritmo: “A gente sempre, com IA, tem o aval do profissional responsável.

    Não posso fazer um cruzamento sem a validação de quem entende do insumo, sob o risco de negociar o produto errado”, aponta. Sobre o papel da inteligência artificial no diagnóstico e no atendimento clínico, Torelly afasta visões alarmistas de que a tecnologia vá substituir a figura do médico. O especialista afirma que a IA vai potencializar o trabalho do profissional .

    Segundo ele, a tecnologia irá automatizar tarefas burocráticas e organizar prontuários para devolver a atenção do médico ao paciente, mantendo a responsabilidade e a palavra final com o ser humano. Lições do empreendedorismo jovem Paralelamente à SHS, Marco Torelly cofundou a Agenda Executiva , um hub de ensino e eventos voltado para a formação de lideranças na saúde. A iniciativa nasceu ao constatar que muitos gestores precisavam desenvolver maturidade conceitual antes de adotar inovações tecnológicas.

    Hoje em sua 16ª edição, os eventos da Agenda Executiva reúnem centenas de profissionais do setor para discutir eficiência e gestão. Questionado sobre os aprendizados acumulados desde quando começou a captar investimentos e liderar equipes com pouca idade, Torelly orienta os novos empreendedores a buscarem o impacto real antes das métricas de vaidade. ” Para o jovem executivo reconhecido na lista Forbes Under 30 , o sucesso no ambiente de negócios é consequência do valor entregue a quem utiliza o produto.

    “ Sucesso é você ser reconhecido por quem você faz a solução; é o cliente chegar e dizer que você o ajudou a economizar e a comprar melhor. ” Para conhecer mais sobre a trajetória de Marco Torelly, confira a entrevista completa no podcast Under 30 – A Jornada . *Aprecie com moderação.

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