Força europeia de apoio à Ucrânia marca 1º exercício na Polônia
Cerca de 2,8 mil soldados de dez países europeus vão participar neste mês, na Polônia, do primeiro exercício da Força Multinacional para a Ucrânia. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 3, pelo Reino Unido e pela França, que lideram a tropa. As manobras vão ocorrer entre 9 e 22 de novembro, no sudeste do país, perto da fronteira ucraniana.
Criada em 2025, a força não tem caráter ofensivo e só entrará em ação depois da assinatura de um cessar-fogo na guerra iniciada com a invasão russa, em 2022. O grupo já tem um quartel-general em Paris, não tem ligação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte e conta com participação limitada dos Estados Unidos. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste A missão prevê apoio às Forças Armadas ucranianas , proteção do espaço aéreo do país e a retomada da atividade econômica no Mar Negro.
“O exercício permitirá testar a rapidez e a eficiência com que vários países podem mobilizar forças por terra, mar e ar para apoiar a Ucrânia assim que as hostilidades cessarem”, informou o comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Defesa francês. Visão geral dos edifícios residenciais de vários andares danificados e da infraestrutura civil depois de um ataque aéreo russo em Sloviansk, Ucrânia - 30/10/2026 | Foto: Diego Herrera Carcedo/ Anadolu/Reuters O ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, reforçou a mensagem. “Não se trata de um plano hipotético, mas de uma força real, pronta para ajudar a Ucrânia assim que os combates terminarem”, afirmou, segundo nota do governo britânico.
A França enviará o maior contingente, com 1,1 mil militares. O Reino Unido mobilizará 300. Também participam Alemanha, Bélgica, Espanha, Estônia, Lituânia, Países Baixos, Polônia e Suécia, em operações aéreas e terrestres nos arredores de Nowa Deba, cidade a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.
A Turquia não enviará soldados à Polônia. O país comandará, a partir de Istambul, uma simulação marítima para testar a preparação para a retirada de minas no Mar Negro. O treinamento, batizado de Koalicja (“Coalizão”, em tradução do polonês), vai usar apenas equipamentos leves, como drones, sem armamento pesado nem tanques.
Os militares vão praticar autodefesa e proteção contra ataques de drones. Imagem aérea da cidade de Oleshky, na Ucrânia / Foto: Reprodução O general francês Armel Dirou, que comandará as manobras ao lado do tenente-general britânico Tom Bateman, classificou o exercício como um marco importante. Segundo ele, o objetivo é resolver problemas logísticos e culturais que podem surgir em operações conjuntas entre tropas de vários países.
“Isso não é uma demonstração de força”, disse Dirou. ” Força europeia está disposta a se defender da Rússia Bateman afirmou que a força não fará manutenção da paz nem monitoramento do cessar-fogo. Também serão avaliados a coordenação entre os países, o transporte de pessoal, equipamentos e suprimentos e a capacidade de operar como uma única tropa multinacional.
“Ela não foi concebida para operações ofensivas”, disse o tenente-general. ” O tamanho e a duração das manobras podem provocar reação da Rússia, que tem demonstrado pouco interesse em um acordo de paz. A guerra está perto de completar cinco anos, já supera em duração a Primeira Guerra Mundial e nenhum dos lados dá sinais de vitória próxima.
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