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    Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 notas propagando fake news
    Poder360·26 de set., 18:16

    Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 notas propagando fake news

    George Marques da Silva e Silva , coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens com fake news que atribuíam ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. 2026). A conduta motivou a campanha do candidato à Presidência da República a protocolar, no MPE (Ministério Público Eleitoral) em Brasília, uma notícia-crime pedindo a decretação de prisão preventiva do funcionário do Planalto.

    Leia a íntegra (PDF – 710 kB). 674 contas envolvidas na disseminação; Mais de 21 milhões de visualizações; Redes afetadas: X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube. A defesa de Flávio anexou ao processo uma ata notarial digital que registra 4 republicações feitas pelo coordenador no mesmo dia, incluindo mensagens sobre perseguição à Igreja Católica.

    O Poder360 identificou 10 postagens que propagavam a desinformação. Veja abaixo: O QUE DIZ A NOTÍCIA-CRIME A defesa de Flávio imputa 3 crimes a George Marques: divulgação de fatos sabidamente inverídicos na eleição ( art. 323 do Código Eleitoral ); incitação ao crime ( art.

    286 do Código Penal ); associação criminosa ( art. 288 do Código Penal ). Se condenado pelos 3 crimes, as penas podem ser somadas.

    O crime de associação criminosa contempla reclusão de 1 a 3 anos. Os outros 2 têm penas de detenção inferiores a 1 ano, além de alternativas de multa. ORIGEM DA DESINFORMAÇÃO A narrativa circulou nas redes sociais e foi veiculada no programa “GloboNews Em Pauta”, segundo a notícia-crime.

    623 de 2007 , de autoria do ex-deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT). Galli foi assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de fevereiro a junho de 2019. A proposta pretendia restringir a referência à padroeira aos católicos apostólicos romanos.

    Foi rejeitada e arquivada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008 —anos antes de Flávio ingressar no Congresso Nacional. set). TSE E MENDONÇA O ministro André Mendonça , do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção imediata do conteúdo das plataformas digitais.

    Marques, então, passou a republicar críticas ao ministro da Suprema Corte. VERSÃO DE MARQUES E NOTA DA SECOM Questionado pelo Poder360 , George Marques disse manter um perfil pessoal voltado a “política e humor” . Segundo ele: não se recorda de ter republicado o conteúdo; caso tenha ocorrido, foi um “erro involuntário” ao compartilhar postagens em sequência; republicar um conteúdo não significa concordar com seu teor.

    Já a Secom informou, em nota oficial, que a manifestação não espelha o posicionamento institucional, por ter sido feita em um perfil pessoal. A Secretaria, porém, classificou como “inadequado” o uso de contas pessoais por integrantes, de forma que cause confusão com manifestações institucionais. Eis a íntegra da nota da Secom do Palácio do Planalto: “A manifestação citada foi feita em perfil pessoal e não representa a posição da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

    “A Secom considera inadequado o uso de perfis pessoais de seus integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais. A Secretaria reafirma que sua comunicação oficial observa a legislação eleitoral e as decisões da Justiça” VERSÃO DE FLÁVIO Em vídeo divulgado em seu perfil no X, Flávio Bolsonaro negou qualquer proposta contra a padroeira, disse respeitar todas as manifestações religiosas e afirmou que a história foi criada pelo PT como tática de campanha. A notícia-crime segue para análise do MPE, em Brasília.

    Sobre o pedido de prisão feito por Flávio, eis o que diz a Secom do Planalto: “As alegações formuladas pelo candidato Flávio Bolsonaro não procedem. Causa especial estranheza e indignação o pedido injusto e arbitrário de prisão de um cidadão brasileiro. “É importante esclarecer que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada pelo senhor George Marques, o candidato distorce os fatos e ignora deliberadamente que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio.

    ” QUEM É GEORGE MARQUES George Marques da Silva e Silva é jornalista e analista político. Atua na Secom da Presidência da República, onde ocupa desde setembro de 2025 o cargo de coordenador geral de Estratégia e Informação. Começou a trabalhar no Planalto em janeiro de 2023, quando Lula iniciou o 3º mandato.

    Ao longo de sua passagem pela administração pública federal, assumiu posições estratégicas na gestão da comunicação governamental. Marques tem um perfil ativo no X. Faz críticas a opositores do presidente Lula, como Flávio Bolsonaro, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).

    Leia mais: Flávio pede prisão de funcionário da Secom por fake news Funcionário do Planalto estimula fake news sobre Nossa Senhora “GloboNews” corrige fala sobre Flávio e padroeira e pede desculpas TSE manda redes removerem posts sobre Flávio e Nossa Senhora Buscas no Google por Nossa Senhora e Flávio aumentam após fake news ]]>

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