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    Money Times·27 de out., 15:34

    Galípolo nega ser cotado para a Fazenda e diz que está feliz no BC: ‘Adoro o meu emprego’

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo , afirmou nesta terça-feira (27) que não está sendo cotado para assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Questionado se deixaria o BC antes do fim de seu mandato caso fosse convidado para a pasta, Galípolo disse estar feliz no cargo e lembrou que seu mandato termina no fim de 2028. Durante a coletiva de apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira , ele afirmou que seu nome foi mencionado por pessoas do mercado em reportagens, mas negou que isso signifique que esteja sendo cotado para o ministério.

    “Não existe eu estar sendo cotado, nada disso relativo à Fazenda”, disse. Galípolo também afirmou que gosta do trabalho que ocupa atualmente, apesar dos desafios. “Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou.

    Adoro o meu emprego”, declarou. O presidente do BC disse ainda que já se preocupa com o tempo disponível para concluir algumas medidas. “Estou muito contente aqui, estou feliz aqui”, afirmou.

    Ao ser novamente questionado se consideraria deixar o cargo caso recebesse um convite para a Fazenda, Galípolo repetiu que seu mandato termina no fim de 2028. Quem pode assumir a Fazenda? Após a reeleição de Lula, a formação da equipe econômica para o próximo mandato entrou no radar do mercado.

    Em relatório sobre a composição do governo, o BTG Pactual afirmou que a escolha para o comando da Fazenda ainda está em aberto e que as conversas sobre os cargos estão em fase inicial. Entre os nomes citados pelo banco está o do vice-presidente Geraldo Alckmin . Na avaliação do BTG, sua indicação poderia sinalizar ao mercado uma maior disposição do governo para negociar medidas de ajuste fiscal e conter o avanço dos gastos públicos.

    O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles , também aparece entre as possibilidades. Segundo o relatório, ele é visto no PT como um nome capaz de combinar formação técnica, experiência no mercado e perfil conciliador. O banco pondera, porém, que uma eventual saída do governo estadual recém-conquistado tornaria a escolha politicamente mais complexa.

    A falta de experiência de Fonteles na interlocução com o Congresso e na gestão das finanças públicas federais também é apontada como um ponto de atenção. Outra possibilidade mencionada é a permanência do atual ministro, Dario Durigan . O BTG observa, contudo, que seu nome tem sido citado com mais frequência para comandar um banco público, diante da avaliação de que a Fazenda precisará de um titular com maior peso político para negociar com o novo Congresso.

    Já o ministro do Planejamento, Bruno Moretti , tende a permanecer na Esplanada, segundo o banco. Embora a expectativa seja de que continue no cargo atual, a possibilidade de assumir a Fazenda não está descartada. Sobre Galípolo, o BTG avaliou no relatório que ele não seria uma opção efetiva para o ministério.

    O banco atribuiu essa leitura a um desgaste na relação do presidente do BC com o Palácio do Planalto ao longo de 2026, especialmente em torno da condução dos juros. ]]>

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