Getty Images negocia aporte com credores e avalia recuperação judicial
A Getty Images está negociando em caráter confidencial com credores uma injeção de dinheiro novo na companhia, que enfrenta dificuldades de caixa. Uma das possibilidades é um financiamento concedido durante um processo de recuperação judicial, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. As negociações também envolvem a possibilidade de os credores assumirem o controle da empresa de banco de imagens e acervo fotográfico por meio de um eventual processo de recuperação judicial, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de um assunto privado.
A família Getty também avalia aportar recursos na companhia, segundo as pessoas. Leia também Negócios Tem gente que foge de empresa em crise. Esta executiva carioca criou uma gestora para assumi-las Negócios Por dentro dos bancos de investimento, a indústria trilionária por trás dos grandes negócios As discussões continuam e nenhuma decisão final foi tomada.
A Getty é assessorada pelo banco de investimento Guggenheim Securities e pelo escritório de advocacia Simpson Thacher & Bartlett. Os credores com garantias, por sua vez, contrataram o banco de investimento Houlihan Lokey e o escritório Gibson Dunn & Crutcher. Um grupo de credores sem garantias contratou o escritório Akin Gump Strauss Hauer & Feld, conforme informou a Bloomberg anteriormente.
Representantes do Guggenheim e da Houlihan se recusaram a comentar. A empresa, a Simpson Thacher, a Gibson Dunn e a Akin Gump não responderam aos pedidos de comentário. Leia também Economia Conferência de petróleo na Venezuela provoca corrida por tacos de golfe Negócios Demanda de data centers nos EUA leva WEG a investir R$ 840 milhões em geradores A Getty opera atualmente sob um período de carência de 30 dias depois de não pagar, em 1º de setembro, os juros de suas dívidas sem garantia, segundo documentos regulatórios.
Na ocasião, a empresa afirmou que tinha dinheiro em caixa para fazer os pagamentos, mas optou por utilizar o período de carência. As classificações de crédito da companhia caíram à medida que aumentaram as pressões sobre sua liquidez. A S&P Global Ratings rebaixou a Getty para CCC em setembro, depois que a fusão planejada com a Shutterstock foi abandonada em julho.
A Moody’s Ratings também reduziu em setembro, em dois níveis, a classificação de crédito da Getty, para Caa3, depois que a empresa entrou no período de carência. A agência afirmou esperar uma deterioração adicional da liquidez caso não haja uma injeção de dinheiro ou uma reestruturação da dívida. Em 30 de junho, a empresa tinha cerca de US$ 51,6 milhões em caixa e US$ 30 milhões disponíveis em sua linha de crédito rotativo de US$ 150 milhões.
A Getty posteriormente utilizou integralmente a linha de crédito, em julho. A empresa tinha mais de US$ 1,3 bilhão em dívidas em 30 de junho, segundo documentos regulatórios. A Getty vem estudando alternativas de financiamento desde que a operação com a Shutterstock foi abandonada.
O acordo deveria gerar um benefício de US$ 162 milhões em dinheiro para a companhia, segundo um relatório anterior da S&P. A empresa atribuiu seus problemas de liquidez ao ambiente de juros elevados, a um pagamento de US$ 110,9 milhões relacionado a um processo judicial e aos custos associados à operação cancelada com a Shutterstock. A Getty também enfrenta dificuldades no setor provocadas pelo avanço da inteligência artificial generativa.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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