Gilmar celebra decisão do MPF de não investigar nem impedir Gonet
2026) a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal de arquivar o pedido de investigação criminal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, referente ao caso Master. set), os conselheiros rejeitaram por unanimidade o afastamento de Gonet das apurações do processo. Gonet e Gilmar Mendes foram sócios fundadores , em 1998, do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), junto do ex-procurador-geral da República, Inocêncio Coelho .
Em agosto de 2017, Gonet vendeu sua participação ao filho do ministro, Francisco Schertel Mendes, que hoje administra a instituição com o pai. Em seu perfil no X (ex-Twitter), Gilmar afirmou que o resultado no MPF confirmou “ o que já se sabia ” e que “ nada havia que impedisse o Procurador-Geral de seguir atuando nos processos do Banco Master, muito menos algo que arranhasse a reputação construída em décadas de serviço público ”. Sem citá-lo diretamente, o ministro voltou a criticar o vazamento das conversas e a conduta do inquérito relatado pelo ministro André Mendonça .
Também chamou o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de “desproporcional” . Segundo Gilmar, a reversão do afastamento do diretor da PF evitou danos maiores decorrentes de “ decisões individuais de enorme alcance, tomadas de afogadilho na fase de investigação ”. Ele reforçou a defesa da extensão do juiz de garantias ao STF e prestou solidariedade a Gonet e a Andrei Rodrigues.
“ A Paulo Gonet, reafirmo minha solidariedade. A decisão de ontem apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao país e às instituições. Registro também minha solidariedade ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, delegado de carreira com mais de 20 anos de serviços prestados ao país na área de segurança pública ”, disse.
Eis a íntegra da nota de Gilmar: “A decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, ontem, confirma o que já se sabia. Nada havia que impedisse o Procurador-Geral de seguir atuando nos processos do Banco Master, muito menos algo que arranhasse a reputação construída em décadas de serviço público. Antes disso, o próprio relator já havia reconhecido em Plenário a fragilidade das insinuações.
Tarde demais, e com uma tranquilidade desconcertante diante da qual não me calei. Levanta-se o sigilo, submete-se a reputação de um homem honrado a ataques rasteiros nas redes sociais e, só então, reconhece-se que nada de grave havia naquelas conversas. “Reparo tíbio e conveniente para quem causou o dano, mas inútil para quem carrega suas consequências.
O sigilo já havia sido levantado e as manchetes já haviam circulado. O dano reputacional já estava consumado. O que fica é um retrato sem filtro de vazamentos seletivos, em um inquérito que, curiosamente, ganhou tração conforme avançava o ciclo eleitoral.
“O episódio se soma ao afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, por decisão individual. Medida desproporcional, de efeitos institucionais imprevisíveis, que desarticulou, ainda que por breve período, o comando do órgão responsável pela segurança das nossas fronteiras e pela repressão a crimes graves de caráter transnacional. Sua pronta reversão evitou dano maior.
“São episódios diferentes, mas que lançam luz sobre o mesmo problema. Decisões individuais de enorme alcance, tomadas de afogadilho na fase de investigação, cujos efeitos sobre reputações e sobre instituições são irreparáveis. Tudo isso reforça a posição que já defendi quanto à necessidade de que a figura do juiz de garantias também possa valer para o Supremo Tribunal Federal.
“A Paulo Gonet, reafirmo minha solidariedade. A decisão de ontem apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao país e às instituições. Registro também minha solidariedade ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, delegado de carreira com mais de 20 anos de serviços prestados ao país na área de segurança pública”.
MENSAGENS E FOTO Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro mostram menções a Gonet . Nas conversas, o ex-advogado de Vorcaro, Ciro Soares, exibia-se para o então cliente como um interlocutor com o procurador-geral e repassava mensagens do PGR. Em 15 de março do ano passado, Ciro Soares mandou mensagem para Vorcaro em que aparece em uma foto com Gonet.
Disse: “Liga aqui. Ele quer falar com você” . Em seguida, Vorcaro liga para o telefone do advogado.
A PF também extraiu do celular de Vorcaro uma foto em que o ex-banqueiro aparece sentado com Gonet, durante um evento em Londres, no Reino Unido. Na imagem, eles estão acompanhados de outros 2 homens e aparecem diversos copos tipicamente usados para tomar whisky nas mesas. O PGR fuma um charuto.
), na sua frente, em Londres, em abril de 2024 Segundo a PF, a imagem foi enviada a Vorcaro pelo ex-advogado do Banco Master, Ciro Soares, em 19 de junho de 2025. Foi acompanhada da mensagem: “PG me mandou” –as iniciais remetem ao nome de Paulo Gonet. Paulo .
Segundo apuração do Globo , Gonet diz que a foto foi tirada em abril de 2024. Durante a sessão do Supremo de 15 de setembro, o procurador-geral da República disse que não manteve relação de proximidade com Vorcaro e que os elementos analisados não indicam prática de irregularidade de sua parte. Segundo Gonet, ele se encontrou uma única vez com o ex-banqueiro, em uma ocasião que reuniu outras autoridades.
“O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024” . ]]>
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