Gilmar diz que votos contra indenizações a usinas incomodaram Vorcaro
2026), em seu perfil no X , que sua posição contrária ao pagamento de indenizações a usinas de açúcar e álcool contrariaram Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banco havia adquirido créditos dessas empresas na forma de precatórios –dívidas do poder público cujo pagamento já foi determinado pela Justiça. As usinas cobram da União indenizações por prejuízos que afirmam ter sofrido com preços do açúcar e do álcool fixados pelo governo nas décadas de 1980 e 1990.
Como o Master havia comprado créditos relacionados a essas disputas, decisões favoráveis às empresas poderiam beneficiar o banco. Segundo estimativa da AGU (Advocacia Geral da União), o conjunto das ações pode representar impacto de até R$ 145 bilhões para a União. “Minha posição incomodou o dono do Banco Master.
Reportagem do Globo de ontem revelou que, em mensagem enviada ao seu advogado em março de 2024, Daniel Vorcaro escreveu: ‘Gilmar está contra mim num caso que estao usando pra ferrar todos meus precatórios’” , escreveu Gilmar Mendes. Gilmar afirmou que sempre foi contrário aos pagamentos e disse ter votado contra as indenizações em todos os casos que julgou. Segundo ele, os créditos contrariam precedente vinculante do STF e parte deles foi comprada das usinas por valores inferiores aos cobrados posteriormente da União.
995), julgado em junho de 2025, me posicionei contra o pagamento e fiquei vencido. 127), o pagamento foi barrado. 660), votei duas vezes contra e fui vencido nas duas”, disse Gilmar.
O ministro também afirmou que defende a realização de perícia para comprovar o prejuízo de cada usina antes do pagamento das indenizações. A manifestação foi publicada depois de Gilmar confirmar ter se reunido com Vorcaro e advogados do Banco Master em 11 de abril de 2024, em seu gabinete no STF. 995), de relatoria de Edson Fachin.
Gilmar votou contra o pagamento do precatório quando o caso foi julgado pela 2ª Turma, em junho de 2025, e ficou vencido. André Mendonça acompanhou seu voto. Fachin, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli formaram a maioria favorável à empresa.
Paulo afirma que Vorcaro contratou o empresário Chiquinho Feitosa, que era cunhado de Gilmar à época da reunião. Segundo o jornal, uma empresa ligada ao banqueiro acertou pagamentos de R$ 500 mil mensais a Chiquinho, além de R$ 800 mil no 1º pagamento. Chiquinho era cunhado de Gilmar à época da reunião de abril de 2024.
O ministro declarou que “não teve conhecimento de qualquer tratativa” entre o empresário e Vorcaro, que não foi procurado por Chiquinho sobre os assuntos mencionados e que “não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente” . Eis a íntegra da nota de Gilmar Mendes: “Chiquinho Feitosa é ex-cunhado do ministro. O ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente.
“A audiência ocorreu em 11 de abril de 2024, às 18h, no gabinete do ministro, no Supremo Tribunal Federal, e contou com a presença dos advogados do Banco Master. Foi realizada na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado. O recebimento de advogados em audiência é prerrogativa assegurada pelo art.
906/1994. Na ocasião, tratou-se de causa do setor sucroalcooleiro –ARE 1327995, de relatoria do ministro Edson Fachin, em que figura como recorrida a Destilaria Alcídia S/A. “Nesse processo, julgado pela 2ª Turma em 3 de junho de 2025, o ministro Gilmar Mendes votou contra os interesses do Banco Master.
O voto foi contra o pagamento do precatório, no sentido defendido pela União. Ficou vencido, acompanhado pelo ministro André Mendonça. Prevaleceu a posição dos ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli, favorável à empresa.
“O voto foi o mesmo em todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na 2ª Turma. No ARE 1312127 (Raízen), relatado pelo ministro, ele votou contra o pagamento do precatório, e a União saiu vitoriosa em 16 de setembro de 2024, vencidos os ministros Edson Fachin e Nunes Marques. No ARE 1392660 (Jalles Machado), votou duas vezes contra o pagamento à usina –em 6 de agosto de 2024 e em 19 de agosto de 2025–, ficando vencido nas duas ocasiões, acompanhado pelo ministro André Mendonça.
No ARE 1500251 (Raízen), pediu destaque em 15 de agosto de 2025 e interrompeu julgamento que se encaminhava em favor da usina. Na STP 976-ED, votou em todas as sessões contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões. ” ]]>
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