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    Poder360·26 de set., 15:09

    Global X defende esperar Anvisa para restrição a empresas de insulina

    A Global X, farmacêutica que fornece canetas reutilizáveis para aplicação de insulina ao SUS (Sistema Único de Saúde), defende que o Ministério da Saúde aguarde a análise de pedidos de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de restringir a participação de empresas sem registro no Brasil na próxima licitação. O anúncio da nova regra foi feito em abril de 2026. O pregão deve ser publicado neste mês.

    Segundo Freddy Rabbat Neto , CEO da empresa, a crítica não é à exigência de registro, mas ao momento de implementação da norma no edital. Para ele, realizar a licitação nesse formato pode recriar a dependência de poucos fornecedores e resultar em preços mais altos para o SUS. “Acredito que lançando um edital no prazo próximo, mas após uma avaliação da Anvisa sobre esses outros registros nossos e de outras empresas, a gente pode trazer aí uma economia grande para os cofres públicos” , disse o empresário ao Poder360 .

    A empresa defende que os processos em análise na agência reguladora sejam concluídos antes da implementação da obrigatoriedade. A própria farmacêutica pediu um registro em fevereiro de 2026, que segue em análise. Rabbat afirma que, ao aguardar a conclusão das análises pela Anvisa, a nova licitação será realizada em um cenário de maior concorrência, com múltiplos fornecedores registrados.

    Segundo ele, a medida resultará em preços mais baixos e maior segurança no abastecimento. O CEO afirma que o Ministério da Saúde não precisa antecipar o edital por receio de desabastecimento, pois o fornecimento ao SUS está garantido até janeiro de 2027, por meio do contrato vigente da empresa. ENTRADA DE EMERGÊNCIA A Global X passou a fornecer insulina ao SUS em 2023, por meio de compra emergencial do Ministério da Saúde para suprir falhas pontuais de estoque.

    Segundo Rabbat, a empresa respondeu rapidamente à demanda porque estudava o mercado de insulinas desde 2021 ou 2022, quando preparou estudos e buscou parceiros para o registro. Segundo o CEO, a entrada de novos concorrentes pelo processo emergencial reduziu o preço da insulina em 50% em relação ao contrato do antigo fornecedor único, resultando em uma economia de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos. ANVISA E SUS A Anvisa informou que há 16 processos de insulina aguardando análise em seu painel, incluindo 10 de insulina humana.

    Segundo a agência, as solicitações são analisadas de acordo com a ordem de chegada da categoria e as regras de priorização. “Não é possível antecipar prazos antes da conclusão dos processos, que podem ser afetados pela própria qualidade do processo” , declarou o órgão regulador. O Ministério da Saúde declarou que segue a legislação em todas as suas compras.

    077 . Segundo o Ministério da Saúde, “a pasta adotou todas as medidas necessárias para garantir a oferta regular e gratuita de insulina no SUS” . Em 2024, contudo, uma restrição global e no país na oferta de insulina humana levou a pasta a obter autorização da Anvisa para uma contratação excepcional, por meio de licitação internacional.

    “Depois, o Ministério da Saúde requisitou à Anvisa prioridade para análise de pedidos de registro de insulina, de forma a ampliar as opções disponíveis no mercado nacional”, disse. “Com o anúncio da normalização do fornecimento por parte das empresas no país, o Ministério da Saúde promoveu nova licitação conforme os requisitos legais. Oito empresas participaram”, completou a pasta.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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