Google condiciona acesso à Busca à ativação de IA em escolas
O Google anunciou nesta terça-feira, 3, que vai desativar o acesso à Busca para escolas que não autorizarem o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA). A medida afeta contas de alunos do ensino fundamental e médio nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela NBC, pelo The New York Times e pela Associated Press.
+ Leia mais notícias de Tecnologia em Oeste A empresa afirmou que os produtos de IA, como o Gemini, o Gemini Notebook e o Gemini no Classroom, ficarão desativados por padrão. Os administradores escolares poderão ativar cada recurso individualmente. No entanto, como a Busca está integrada à inteligência artificial, as escolas que optarem por bloquear a IA também perderão o acesso ao buscador.
Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de educação do Google, afirmou que a empresa está oferecendo aos administradores “mais opções, não menos”. Ele sustentou que a busca e a IA estão “profundamente integradas” e que as escolas que proíbem a IA “não terão acesso à busca e verão uma mensagem da escola que indica que ela não está disponível”. v=G64EI6DJPBE A publicação do Google no blog corporativo não detalhou como os controles funcionarão na prática.
A empresa disse que compartilhará mais informações com as escolas nos próximos meses, antes da implementação das mudanças, para que elas tenham tempo de se preparar. A nova política deve entrar em vigor no início de 2027. Entidades pedem alternativas e proteção de dados O Google consolidou presença na tecnologia educacional nos últimos 15 anos.
A maior parte dos laptops Chromebook é comprada por distritos escolares norte-americanos, e quase dois terços das tarefas usam um produto da empresa. A plataforma Google Classroom atende 150 milhões de usuários mundialmente. Em agosto, a empresa ativou o Gemini por padrão no Classroom para crianças de todas as idades, salvo se os distritos o desativassem.
Leia mais: " YouTube passa a exigir autorização judicial para vídeos com menores ” A mudança reverte essa decisão. Em carta aberta divulgada no começo de outubro, 13 organizações de pais nos Estados Unidos pediram que escolas desligassem o acesso ao Gemini e ao YouTube. Pesquisas sobre IA na educação ainda não demonstraram benefício de longo prazo para estudantes.
A iniciativa Scale, da Escola de Educação da Universidade Stanford, afirma que não há estudos causais de alta qualidade sobre o uso dessas ferramentas por alunos. Os distritos escolares de Nova York e Los Angeles já impuseram restrições severas à IA generativa em dispositivos estudantis. O Estado de Nova York aprovou uma lei de segurança para chatbots usados por menores.
Em Los Angeles, as autoridades escolares esperavam manter a Busca tradicional do Google ativa e bloquear apenas os resumos gerados por IA. A política da empresa, no entanto, inviabiliza essa separação ao vincular o acesso ao buscador à liberação dos recursos de inteligência artificial. v=u5suYD3KVpM O Google afirmou que a versão escolar do “Aprendizado Guiado” está em fase de testes piloto.
Nessa modalidade, o Gemini orienta os alunos passo a passo e não entrega respostas prontas. A empresa também informou que está atualizando suas ferramentas de busca para torná-las “mais adequadas ao aprendizado”. Leia mais: " Vivo fecha parceria com Starlink para oferecer sinal de celular via satélite ” O post Google condiciona acesso à Busca à ativação de IA em escolas apareceu primeiro em Revista Oeste .
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