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    Forbes Brasil·24 de set., 15:42

    Google Vai Dobrar Infraestrutura no Brasil até 2030 para Atender À Demanda por IA

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Google Cloud anunciou nesta quinta-feira (24) que planeja dobrar sua infraestrutura técnica no Brasil nos próximos quatro anos para atender à demanda por computação em nuvem e inteligência artificial. A expansão vai ampliar a capacidade de processamento e armazenamento de dados no país, incluindo aplicações de IA de alto desempenho, até 2030.

    O anuncio foi feito durante o Google Cloud Summit, em São Paulo. Eduardo López, CEO do Google Cloud na América Latina, dimensionou o plano pelo tempo que a empresa levou para construir a estrutura atual. “Estamos falando em duplicar uma capacidade da infraestrutura técnica que construímos ao longo de 9 anos na região e isso dá a dimensão do investimento”, disse.

    Segundo ele, o impacto é “gigantesco”, mas a empresa não divulgou o valor financeiro do investimento. No ciclo anterior, em 2022, o Google havia anunciado um compromisso de US$ 1,2 bilhão para cinco anos na América Latina até 2027. O pacote incluía infraestrutura digital, capacitação, empreendedorismo e iniciativas sociais.

    Milena Leal, country manager do Google Cloud no Brasil, afirmou que o país ganha importância na estratégia global da companhia à medida que cresce a demanda dos clientes por IA e computação em nuvem. “Esses investimentos são reflexo em resposta à demanda dos clientes. O Brasil é um dos países mais relevantes da América Latina quando se pensa em evolução tecnológica mas esses investimentos no país se dão pela evolução dos nossos clientes”, explicou.

    O plano acompanha o crescimento dos serviços de nuvem na América do Sul e a adoção do Gemini Enterprise, plataforma de inteligência artificial do Google para empresas. A aposta está nos agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas e etapas de processos com base em instruções e dados corporativos. Para levar essas aplicações a mais áreas dos negócios, as empresas precisam ampliar a capacidade de processamento e estabelecer controles sobre o uso das informações.

    “À medida que as empresas implementam mais a IA agêntica, os clientes nos relatam que frequentemente enfrentam os mesmos três desafios: custo, clareza sobre o valor de negócios e a necessidade de controles de nível corporativo”, disse Thomas Kurian, CEO global do Google Cloud, que veio ao Brasil para o evento. Parte dos anúncios busca atender empresas que precisam manter o processamento e o armazenamento de informações em território nacional, inclusive por exigências regulatórias. 5 Flash.

    A função se soma ao armazenamento de dados de clientes já disponível no Brasil para operações com agentes. Segundo o Google Cloud, os dados e as respostas geradas para os clientes não são utilizados para treinar seus modelos de linguagem de base sem consentimento explícito. A companhia também anunciou a disponibilidade, em sua região de nuvem de São Paulo, de máquinas virtuais equipadas com GPUs Nvidia RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition.

    Esses chips permitem executar aplicações que exigem maior capacidade de processamento em uma infraestrutura mais próxima dos usuários brasileiros, reduzindo o tempo de resposta. “Isso entrega altíssima performance com uma baixíssima latência para as empresas brasileiras rodarem os seus modelos mais pesados localmente”, disse Milena. A IA avança mais rápido no Brasil por conta dos funcionários A expansão ocorre em um mercado que supera a média latino-americana no uso de inteligência artificial no trabalho.

    Segundo uma pesquisa encomendada pelo Google Cloud à IDC e à Provokers, 71% dos profissionais brasileiros utilizam assistentes de IA. O uso de agentes alcança 59% dos entrevistados. Nas empresas, a adoção segue em ritmos diferentes.

    Cerca de 17% das organizações brasileiras já consolidaram o uso de agentes. Outros 40% estão acelerando projetos internos. Parte desse avanço acontece por iniciativa dos funcionários: 38% usam agentes pessoais na rotina profissional.

    Entre esses usuários, 59% consideram que o hábito representa baixo ou nenhum risco para as empresas. A escolha por ferramentas pessoais está ligada à falta de opções oferecidas pelos empregadores e à facilidade de acesso. O principal motivo apontado, porém, é a incompatibilidade dos agentes corporativos com outros sistemas utilizados no trabalho.

    Entre os brasileiros, 46% preferem soluções que já venham integradas às ferramentas do dia a dia. O uso da tecnologia também convive com o receio de perder espaço no trabalho. No Brasil, 62% dos profissionais temem perder relevância ao ensinar a IA a executar suas tarefas.

    Ao mesmo tempo, 75% têm dúvidas sobre como instruir essas ferramentas. Não há consenso sobre quem deve liderar a capacitação. Os entrevistados dividem essa responsabilidade entre os fornecedores de tecnologia, os empregadores e os próprios profissionais.

    200 profissionais de médias e grandes empresas na América Latina. No Brasil, foram 650 entrevistados. O post Google Vai Dobrar Infraestrutura no Brasil até 2030 para Atender À Demanda por IA apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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