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    Poder360·26 de set., 09:30

    Governo do RJ quer criar 5.180 vagas em presídios até 2028

    180 vagas no sistema penitenciário do Estado. 180 novas vagas no sistema prisional ao longo de 3 anos, de 2026 a 2028. 500 vagas em 2028.

    O financiamento contará com R$ 33 milhões do Fundo do Tribunal de Justiça, R$ 79 milhões do Fundo do Ministério da Justiça (via Senappen ) e aportes do Estado do Rio de Janeiro, que somam R$ 70 milhões no 1º ano e R$ 260 milhões nos 2 anos subsequentes. O documento estabelece a elaboração de estudos até dezembro de 2027 e de plano de longo prazo no período de 2029 a 2036, além de mecanismos rígidos de transparência e monitoramento. “ Não há como se discutir segurança pública sem tratar da funcionalidade do sistema penitenciário.

    A superlotação é causa da degradação do ambiente prisional, favorece atividades e facções criminosas, viola direitos fundamentais e compromete a segurança pública “, disse o promotor de Justiça . De acordo com o promotor, a eliminação do déficit de vagas é “providência essencial” para a adequada e efetiva promoção da responsabilidade penal. Para o governador em exercício, Ricardo Couto , a assinatura representa dever constitucional de apresentar os estabelecimentos prisionais de maneira adequada para o cumprimento da execução penal.

    “Todos os polos da sociedade, depois de um debate pleno, participaram para chegarmos a esse plano” , disse. 000 pessoas presas em celas físicas. O número total pode variar conforme a inclusão de pessoas em prisão domiciliar com ou sem monitoramento eletrônico.

    O sistema enfrenta superlotação histórica com um grande déficit de vagas em relação ao total de custodiados. 000 vezes o valor destinado a políticas para pessoas egressas do sistema prisional. 169 foram destinados ao sistema prisional e somente R$ 1 a políticas exclusivas para egressos.

    O estudo analisou como os governos estaduais, de 26 unidades federativas, distribuem os recursos destinados às polícias, ao sistema prisional e às políticas voltadas para egressos. O Acre não forneceu dados para o estudo. Os dados são da pesquisa “O Funil de Investimentos da Segurança Pública nos Estados Brasileiros”, realizada pelo centro de pesquisa Justa e apresentada no 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    O resultado demonstra a concentração dos recursos na porta de entrada do sistema de justiça criminal e uma distribuição de recursos estruturada como um funil de investimentos. Segundo os coordenadores da pesquisa, a priorização orçamentária das polícias não necessariamente resulta em mais segurança para a população. Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 18 de setembro de 2026.

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