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    Poder360·24 de set., 12:21

    Governo e mercado divergem em R$ 73 bi sobre resultado de 2027

    O mercado projeta deficit primário de R$ 54 bilhões em 2027, enquanto o governo estima superavit de R$ 19 bilhões no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) do ano. Na métrica de aferição da meta, que admite abatimentos legais, o mercado projeta superavit de R$ 10 bilhões em 2027. O piso do intervalo de tolerância é de R$ 37 bilhões, ou R$ 27 bilhões acima do valor projetado.

    2026) pelo BC (Banco Central), o cenário do mercado implica descumprimento da meta. O governo estima R$ 83 bilhões nessa métrica, considerando R$ 65 bilhões em despesas excluídas da apuração da meta. Segundo o RPM, o cenário do mercado implica descumprimento.

    Segundo o BC, o superavit do PLOA foi revisado para cima em relação ao estimado no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias), de R$ 8 bilhões. O governo não incorporou receitas extraordinárias ainda não aprovadas. Leia a íntegra do relatório (PDF – 3 MB).

    GATILHOS FISCAIS ACIONADOS A Lei Complementar nº 235/2026 , sancionada em 27 de agosto de 2026, permite compensar desonerações de combustíveis com receitas extraordinárias do petróleo. A norma também criou 2 gatilhos automáticos de contenção de gastos. Os gatilhos passam a valer no ano seguinte quando o RARDP (Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias) do 3º bimestre projeta deficit primário do Governo Central no ano corrente.

    O documento estimou deficit de R$ 52 bilhões em 2026. Por isso, as travas foram acionadas para o Orçamento de 2027, conforme o BC. Os mecanismos: limitam a expansão de vinculações legais ao intervalo de 0,6% a 2,5% do arcabouço fiscal; retiram receitas do petróleo da base de cálculo.

    De acordo com a autoridade monetária, o efeito é reduzir o crescimento das despesas obrigatórias em cerca de R$ 9 bilhões em 2027. RESULTADO DE 2026 Até julho, o setor público consolidado acumulou deficit primário de R$ 79 bilhões, segundo o RPM: Governo Central – deficit de R$ 82 bilhões; governos regionais – superavit de R$ 14 bilhões; empresas estatais – deficit de R$ 10 bilhões. A receita líquida do Governo Central cresceu 5,9% em termos reais no período.

    Os destaques foram o IRPJ/CSLL (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), com alta de 4,2%, e a receita previdenciária, com 6,2%. A despesa total subiu 6,2% em termos reais. Os gastos discricionários avançaram 44,6%, impulsionados pela obrigatoriedade de execução de 65% das emendas parlamentares até o 1º semestre, segundo o BC.

    Entre as obrigatórias, os aumentos reais foram de 4,0% nos benefícios previdenciários, 6,7% em pessoal e 3,9% nas demais. O BC afirma que os percentuais superam o teto de 2,5% do arcabouço fiscal. Para o fechamento do ano, o RARDP do 3º bimestre projeta deficit primário de R$ 52 bilhões para o Governo Central.

    Com R$ 63 bilhões em deduções legais, o resultado para a meta é de superavit de R$ 11 bilhões, dentro do intervalo de tolerância. Com isso, o governo reduziu o bloqueio de despesas em 2026 de R$ 24 bilhões para R$ 18 bilhões. O mercado projeta deficit de R$ 56 bilhões e resultado de R$ 4 bilhões para a meta, também dentro da margem legal, segundo o QPC (Questionário Pré-Copom).

    Acesse aqui . DÍVIDA BRUTA A mediana da Pesquisa Focus indica alta de 17 pontos percentuais na DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral), que chegaria a 100% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2033. O relatório afirma que não há sinal de estabilização na trajetória.

    O Tesouro Nacional projeta pico de 88% do PIB em 2029, seguido de queda até 83% em 2036. O Copom afirmou que a incerteza fiscal eleva os prêmios de risco, desancora as expectativas de inflação de longo prazo e reduz a eficácia do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic. ]]>

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