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    Groenlândia e Antártica perderam 12,5 trilhões de toneladas de gelo em menos de 50 anos
    CNN Brasil·22 de set., 06:33

    Groenlândia e Antártica perderam 12,5 trilhões de toneladas de gelo em menos de 50 anos

    Cerca de 12,5 trilhões de toneladas de gelo foram derretidas na Antártica e na Groenlândia em menos de 50 anos. A quantidade de gelo derretida entre 1979 e 2023 equivale hipoteticamente a uma camada de aproximadamente 1,5 metro de água congelada cobrindo toda a área continental dos Estados Unidos . Pesquisadores analisaram o acontecimento e indicam que a perda de gelo não acontece somente pelo aumento da temperatura do ar , mas também com águas mais quentes entrando em contato com o gelo, o que provoca o derretimento pelas laterais e por baixo.

    Leia Mais Enterrado sob a Antártida, um cofre guarda os segredos do clima da Terra Tensão aumenta em território remoto do Ártico — e não é Groelândia; entenda UE investirá 200 milhões de euros na Groenlândia sob pressão de Trump Queimadas no Brasil agravam degelo na Antártica | CNN TERRA Esse fator está em cinco sextos da redução da massa das calotas polares, o que gera o desprendimento de geleiras que avançam em direção ao oceano. A pesquisa que reuniu dados do derretimento em 44 ano s, publicada na revista Scientific Data e que é possível de ler aqui , reuniu as observações através de satélites. Pesquisa via satélite A pesquisa registrou que, desde 1979, o derretimento causou, aproximadamente, 3,1 centímetros de elevação do mar.

    De acordo com um dos autores do estudo e cientista especializado em gelo pela Universidade de Northumbria, Ines Otosaka, para cada centímetros de aumento do nível do mar, 2 milhões à 3 milhões de pessoas podem passar a enfrentar inundações pelo menos uma vez por ano . A análise foi realizada a partir de 45 levantamentos independentes realizados a partir de diversas missões espaciais e de 27 satélites, incluindo satélites da Nasa. Esse material mostrou não apenas a perda de gelo, mas também sua mudança ao longo do tempo.

    Os pesquisadores identificaram que durante as décadas de 1970, 1980 e 1990, as calotas estavam, relativamente, estáveis. Porém, durante a década de 2010, houve um aumento intenso. Entre 2020 e 2023, os dados mostraram uma estabilização mas, segundo os pesquisadores, não é a representatividade de uma mudança de longo prazo, pois variações climáticas de curto prazo podem ter relação com essa redução.

    Os cientistas apontam que, na Antártica essa variação está relacionada à quantidade de neve que caiu na região. Na Groenlândia, a geleira Jakobshavn, uma das maiores produtoras de icebergs da região, tem o recuo de até 50 metros por dia, de acordo com a pesquisa. Os pesquisadores ressaltam que a perda de gelo nesses locais não é o único motivo do aumento dos níveis dos oceanos, pois a expansão térmica da água e o derretimento de outras geleiras também interferem.

      *Sob supervisão de Thiago Félix Maior iceberg do mundo se solta e ameaça vida selvagem da Antártida ]]>

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