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    Poder360·29 de out., 18:12

    Há risco de alta de impostos sobre empresas, diz associação

    2026) para o risco de aumento da carga tributária sobre o setor produtivo. A entidade manifestou preocupação com a alíquota de referência de 11,3% calculada pelo Tribunal de Contas da União para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e com a possibilidade de o governo federal elevar, por decreto, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre instrumentos de financiamento. Em nota, a associação afirmou que as duas medidas, embora tenham origens distintas, podem elevar os custos das empresas e dos consumidores.

    A Abrasca defende que o ajuste fiscal seja realizado por meio da eficiência dos gastos públicos, sem novos aumentos de impostos. A entidade afirma que a alíquota de 11,3% da CBS ficou acima das estimativas utilizadas pelas empresas em seu planejamento financeiro. Segundo a associação, o percentual reflete a ampliação de benefícios fiscais e regimes diferenciados durante a tramitação da reforma tributária.

    Isso porque os tratamentos favorecidos concedidos a determinados setores precisam ser compensados por alíquotas mais elevadas para os demais. A Abrasca declarou que a reforma tributária foi aprovada com o compromisso de neutralidade da carga tributária e cobra que esse princípio seja respeitado na implementação do novo sistema. O Senado tem até 15 de dezembro para deliberar sobre o percentual da CBS.

    A entidade pede transparência sobre as premissas utilizadas pelo TCU no cálculo. PREOCUPAÇÃO COM O IOF A associação também critica a possibilidade de o governo alterar, por decreto, a tributação de instrumentos utilizados para financiar os setores imobiliário, do agronegócio e de infraestrutura. Entre os títulos mencionados estão: LCI – Letra de Crédito Imobiliário; LCA – Letra de Crédito do Agronegócio; CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários; CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio; debêntures incentivadas – títulos de dívida utilizados para financiar projetos de infraestrutura.

    A Abrasca disse que o Congresso rejeitou, em 2025, duas iniciativas de aumento da tributação. A Câmara derrubou, por 383 votos a 98, um decreto que elevava o IOF. 303, que estabelecia a tributação desses títulos.

    Para a associação, retomar as medidas representaria uma tentativa de contornar decisões anteriores do Congresso. “Quem decide um investimento hoje precisa saber quanto vai pagar de imposto nos próximos anos. O que se espera é que a carga, que já é elevada, não aumente, nem pela calibragem da reforma nem por decreto” , afirmou Cátilo Cândido, presidente-executivo da Abrasca.

    A entidade sustenta que a elevação dos tributos sobre instrumentos de financiamento pode encarecer o crédito e prejudicar os investimentos produtivos. “Taxar quem financia a produção para fechar a conta do ano é trocar arrecadação de curto prazo por crédito mais caro por muitos anos” , declarou a associação. LEIA A ÍNTEGRA “A Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas), que representa mais de 450 empresas, alerta para o risco de que a carga tributária sobre as empresas brasileiras aumente por 2 caminhos ao mesmo tempo: a alíquota de referência de 11,3% calculada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e a hipótese de mudança, por decreto, na tributação de instrumentos de financiamento por meio do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

    “Para a entidade, as duas frentes têm origens diferentes, mas o mesmo efeito potencial: elevar a carga sobre empresas e consumidores. A alíquota da CBS ficou acima das estimativas que vinham orientando o planejamento das empresas e reflete, como registrou o próprio tribunal, a extensão de benefícios e regimes diferenciados na tramitação: cada tratamento favorecido é compensado por uma alíquota maior para os demais contribuintes. A reforma, que tem potencial para simplificar o sistema, foi aprovada com compromisso de neutralidade, e ele precisa valer na carga efetivamente suportada.

    Cabe agora ao Senado, até 15 de dezembro, deliberar sobre o percentual, e a Abrasca espera transparência sobre as premissas do cálculo. “No caso do IOF, a preocupação é com o uso do imposto como atalho arrecadatório sobre papéis como LCI, LCA, CRI e CRA (letras de crédito e certificados de recebíveis dos setores imobiliário e do agronegócio) e debêntures incentivadas, por decreto e sem passar pelo Congresso. 303, que tributava esses títulos.

    Para a entidade, retomar os dois juntos seria contornar uma decisão já tomada. “‘Quem decide um investimento hoje precisa saber quanto vai pagar de imposto nos próximos anos. O que se espera é que a carga, que já é elevada, não aumente, nem pela calibragem da reforma nem por decreto’, afirma Cátilo Cândido, presidente-executivo da Abrasca.

    “Para a Abrasca, o ajuste fiscal é necessário, mas precisa vir da eficiência do gasto, e não de mais imposto sobre quem produz. ” ]]>

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