Haddad ataca economia de Milei e Tarcísio diz que argentino “está indo bem”
Em bloco de tema livre do debate desta terça-feira (29), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) entraram em um embate sobre o manejo das contas públicas do governo federal . O incumbente do Palácio dos Bandeirantes questionou o novo marco fiscal da gestão Lula , taxando o arcabouço de “frouxo” e apontando que seus limites foram violados “logo na largada” . “Temos uma questão fiscal delicada.
Isso está refletindo na taxa de juros. A gente poderia classificar isso como negacionismo fiscal” , argumentou Tarcísio. ” .
Leia Mais Análise: Haddad tenta nacionalizar debate e Tarcísio defende própria gestão Debate do DF tem ataques à Celina Leão e criticas ao acordo do BRB Debate ao governo do RS tem propostas para enchentes e escolas militares O ex-ministro da Fazenda fez referência ao presidente da Argentina, Javier Milei, libertário cujo mote que o levou à vitória nas urnas foi o controle da hiperinflação no país passando uma “motosserra” nos gastos públicos . O mercado financeiro do país viu o movimento como positivo, acompanhando a gradual recuperação dos indicadores macroeconômicos argentinos, refletidos no arrefecimento da alta dos preços e o controle do cenário fiscal . Por outro lado, os cortes de subsídios e programas sociais chegaram a empurrar o aumento da pobreza e do desemprego.
Em abril, viralizou uma história de que os argentinos estariam consumindo carne de burro por conta do aumento do preço da carne bovina. O governo de Javier Milei negou a tendência e tratou o assunto como um “caso isolado” . “Vocês forneciam osso e agora querem carne de burro aqui no Brasil.
Esse é o plano econômico de vocês” , disse Haddad, relembrando imagens que circularam em 2021, de pessoas recolhendo carcaças bovinas para consumo no Rio de Janeiro. Respondendo o petista, Tarcísio apontou que “Milei pegou uma situação muito complexa lá e está indo bem” . “O que eu queria, na verdade, é que a despesa primária fosse menor.
A gente está vendo a economia patinando, as pessoas envidadas e as empresas quebrando” , apontou o candidato do Republicanos, associando o descontrole dos gastos públicos aos juros elevados do país. Após cinco cortes consecutivos pelo BC (Banco Central), a taxa básica Selic está hoje no patamar de 13,75% . Enquanto isso, o recorde de inadimplência do país voltou a se renovar em agosto , segundo dados da própria autoridade monetária.
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