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    Money Times·21 de set., 17:57

    Haddad critica privatizações em SP: ‘Faria Lima vai ter que esperar’

    O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) posicionou-se contra as privatizações e disse que a “ Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho, porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público”. Durante entrevista na Record TV nesta segunda-feira (21) o candidato também disse que vai rever todos os contratos assinados por Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso seja eleito – inclusive o da Sabesp , citando a possibilidade de reestatização. Em relação às linhas de metrô , Haddad disse que não irá privatizá-las : “Eu não vou privatizar as linhas do Metrô, e nem as novas, e nem as que não foram privatizadas, porque isso não está dando certo para o usuário”, disse.

    “O Estado de São Paulo, sob o meu comando, vai colocar o interesse do usuário na frente do interesse do setor privado. A Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho, porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público e pouca vontade de entregar o que prometeu antes da privatização”, enfatizou. Ele afirmou que vai parar com o “esquema” de vender tudo e disse que vai “colocar o setor privado na linha”.

    Revisão de contratos “Eu pretendo rever todos os contratos assinados pelo Tarcísio, assim como eu fiz quando eu fui ministro da Fazenda. Eu tive que rever os contratos que ele assinou quando ele era ministro da Infraestrutura, que eram lesivos ao interesse público”, disse. O candidato afirmou que isso permitirá a recuperação do caixa e promoverá a valorização do serviço público, além de possibilitar novos investimentos.

    Em relação a Sabesp, o candidato defendeu a revisão do contrato. “Depois você pode judicializar se a empresa não cumprir o contrato que foi aditado com novas cláusulas. E se você judicializar e nada resolver, você pode sim reestatizar, mas sem pagar indenização para empresa”, disse.

    “Eu vou rever o contrato primeiro e, se ela não cumprir, eu vou judicializar e eventualmente retomar a empresa para o controle público”, continuou. Milton Leite Haddad afirmou, ainda, que nunca teve, em sua gestão na prefeitura de São Paulo, nenhuma denúncia do Ministério Público de corrupção nos contratos do transporte público no município. “Depois que eu saí começou a farra”, disse.

    Em resposta à uma pergunta sobre combate a corrupção, que mencionou a prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) no âmbito da Operação Vectura Corrupta, o candidato afirmou: “Três semanas atrás, o Tarcísio estava pedindo voto para os filhos dele (Milton Leite) aqui na zona sul de São Paulo”, disse. Segurança Pública O candidato voltou a mencionar sua proposta para a segurança pública, que passa pela criação de uma agência “antifacção” no Estado de São Paulo. “Uma agência presidida pelo governador, onde terão assento as Polícias de São Paulo, o Ministério Público de São Paulo, mas também a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal”, explicou.

    Ausência de Tarcísio no debate Haddad criticou o governador do Estado e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por não comparecer no debate da Record TV , que acabou se transformando na entrevista à emissora. Haddad lamentou a ausência de seu adversário na disputa, afirmando que ambos juntos tem 90% dos votos válidos. “O fato da Record ter convidado só nós dois era uma oportunidade da gente fazer um confronto de ideias para dar ao eleitor a oportunidade de decidir qual é a melhor proposta para o Estado de São Paulo nas várias áreas críticas”, disse o ex-ministro.

    Ele continuou: “a ausência dele revela não só um desrespeito com o eleitor, mas revela também que as propostas dele não são convincentes para garantir um segundo mandato”, concluiu. ]]>

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