Heineken reverte queda nas vendas no Brasil e receita cresce dois dígitos
A Heineken registrou crescimento de dois dígitos na receita líquida no Brasil no terceiro trimestre de 2026, em meio a uma recuperação do mercado de cervejas no país. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (28), marca uma reversão em relação ao cenário de retração observado no mesmo período do ano passado. Segundo a cervejaria holandesa, a receita líquida no mercado brasileiro avançou na faixa de 10% a 19% entre julho e setembro, enquanto o volume vendido cresceu a uma taxa intermediária de um dígito, expressão que costuma indicar uma expansão próxima de 5%.
A companhia não divulga os percentuais exatos. A Heineken atribuiu o desempenho à retomada do crescimento da categoria de cervejas no Brasil. As marcas Heineken e Amstel se destacaram, ambas com expansão de dois dígitos em volume durante o trimestre.
Leia também The Wall Street Journal Na Oktoberfest em Munique, a tradição da cerveja foi parar no banco dos réus sob acusação de cartel Negócios Stella Artois substitui Heineken como cerveja oficial da Champions League A melhora representa uma mudança importante em relação ao cenário de um ano antes. No terceiro trimestre de 2025, a companhia havia registrado queda de dois dígitos na receita líquida no Brasil, enquanto as vendas de cerveja recuaram a uma patamar intermediário de dois dígitos. Na ocasião, a Heineken afirmou que o mercado brasileiro de cervejas havia encolhido a uma taxa elevada de um dígito.
A retração dos embarques da fabricante também havia sido influenciada pela formação de estoques antes de um reajuste de preços realizado em julho daquele ano. Agora, além da recuperação dos volumes, o desempenho das marcas Heineken e Amstel, acima do crescimento total da companhia no Brasil, aponta para a força de seu portfólio de cervejas premium. 0, sem álcool.
A Sol Zero também contribuiu para o crescimento do portfólio de bebidas sem álcool. A sinalização de recuperação da indústria pode ser positiva também para a Ambev , líder do mercado brasileiro de cervejas, que divulga seus resultados do terceiro trimestre nesta quinta-feira (29). Isso porque o avanço da categoria sugere uma melhora nas condições de consumo, e não apenas um crescimento da Heineken por meio de ganhos de participação de mercado.
Em um cenário de expansão da demanda, as duas fabricantes podem registrar aumento de volumes simultaneamente. Os números da Ambev , previstos para serem divulgados antes da abertura da bolsa nesta quinta-feira, ajudarão a esclarecer se a retomada apontada pela Heineken se estendeu à líder do setor. Heineken cresce em todas as regiões No consolidado global, a Heineken registrou receita de 9,56 bilhões de euros no terceiro trimestre, avanço de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida, ajustada por itens excepcionais e amortização, somou 8,09 bilhões de euros, com crescimento orgânico de 4,6%. O resultado também marcou a estreia do brasileiro Rafael Oliveira à frente da Heineken em uma divulgação trimestral. O executivo assumiu o comando global da cervejaria em 1º de outubro, após deixar a presidência da JDE Peet’s, fabricante de café e chá.
Em sua primeira avaliação pública dos resultados, Oliveira destacou o crescimento dos volumes e o desempenho das principais marcas, mas reconheceu que a companhia ainda precisa melhorar sua execução para sustentar a expansão dos negócios. “Temos bases sólidas, mas não estamos conseguindo transformá-las em crescimento consistente nem conquistar consumidores e clientes com a frequência que deveríamos”, afirmou o executivo, em comunicado. Segundo ele, suas primeiras semanas no cargo foram dedicadas a ouvir, aprender e compreender a operação.
Oliveira disse que pretende apresentar uma avaliação mais detalhada sobre os rumos da companhia na divulgação dos resultados anuais em 2027. O volume total comercializado pela companhia no terceiro trimestre chegou a 76 milhões de hectolitros, uma expansão orgânica de 4,8%. O resultado foi impulsionado principalmente pela Ásia-Pacífico, onde o crescimento de volume alcançou 17,3%.
Nas Américas, região que inclui Brasil, México e Estados Unidos, os volumes voltaram a crescer após um período de retração. O avanço orgânico foi de 2,1% no trimestre, enquanto a receita líquida aumentou 3,1%. O resultado regional contrasta com a queda acumulada de 1,6% nos volumes nos primeiros nove meses do ano.
Além do Brasil, o México contribuiu para a recuperação, enquanto o mercado americano continuou pressionado. Globalmente, as marcas premium mantiveram desempenho superior ao restante do portfólio, com crescimento de 11,5% em volume. A marca Heineken, por sua vez, avançou 9,7%.
A companhia também reiterou sua projeção de crescimento orgânico do lucro operacional entre 2% e 6% em 2026 e afirmou que seu programa de produtividade segue no caminho para gerar uma economia bruta de 500 milhões de euros neste ano. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em InvestNews →