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    Forbes Brasil·24 de set., 20:55

    H&M Avança no Brasil e CEO Diz “Vemos Mais Potencial para Aumentar as Vendas”

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. A H&M quer fechar o ano com 13 lojas no Brasil. Pouco mais de um ano depois de desembarcar no país, a varejista sueca prepara sua estreia no Nordeste, com unidades em Recife e Fortaleza.

    Também anunciou que abrirá uma loja no Shopping Tijuca, a terceira da marca no Rio de Janeiro. A expansão por aqui segue a melhora dos resultados do H&M Group no mundo. No terceiro trimestre fiscal, encerrado em agosto, o lucro operacional cresceu 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

    As vendas avançaram mais devagar, enquanto o controle de custos e mudanças na operação ajudaram a ampliar a rentabilidade. “Nosso trabalho, especialmente em compras, controle de custos e operações mais eficientes, contribuiu para um negócio mais rentável”, afirmou Daniel Ervér, CEO do grupo, no relatório divulgado nesta quinta-feira (24). O executivo reconheceu, porém, que a companhia ainda tem espaço para vender mais.

    ” Brasil ganha espaço na expansão latino-americana A H&M estreou no Brasil em agosto de 2025 e, desde então, abriu lojas em São Paulo, no interior paulista, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. As novas unidades em Recife e Fortaleza ampliarão a presença da marca para uma terceira região do país. Na capital paulista, a rede está no Iguatemi São Paulo, no Shopping Anália Franco e no MorumbiShopping.

    No interior do estado, chegou ao Parque Dom Pedro, em Campinas, e ao Iguatemi Esplanada, em Sorocaba. No Rio, a futura unidade do Shopping Tijuca se somará às lojas do RioSul e do NorteShopping. Em Porto Alegre, a marca está no Iguatemi e no Praia de Belas Shopping Center.

    A rede cresce na América do Sul. Durante o terceiro trimestre, a companhia inaugurou suas duas primeiras lojas no Paraguai. Para 2027, prepara a entrada na Argentina por meio de franquia, com a primeira unidade no shopping Alto Palermo, em Buenos Aires.

    O relatório não apresenta receita ou lucro específicos da operação brasileira. Lucro cresce mais que as vendas Entre junho e agosto, o lucro operacional global atingiu 6,037 bilhões de coroas suecas (US$ 607,3 milhões). A margem operacional, que mostra quanto das vendas se transforma em resultado operacional, subiu de 8,6% para 10,6%.

    Parte desse avanço veio de efeitos não recorrentes relacionados a tarifas e importações de mercadorias que haviam aumentado os custos em trimestres anteriores. Esses efeitos acrescentaram cerca de 1,6 ponto percentual à margem operacional do trimestre. As vendas líquidas somaram 57,189 bilhões de coroas suecas (US$ 5,75 bilhões), praticamente estáveis na comparação anual.

    Em moedas locais, sem o efeito da conversão para a moeda sueca, houve crescimento de 1%. O avanço ocorreu com uma rede global de lojas menor do que um ano antes. O lucro líquido, após impostos, alcançou 4,098 bilhões de coroas suecas (US$ 412,3 milhões).

    No mesmo trimestre do ano passado, havia sido de 3,212 bilhões de coroas suecas (US$ 323,1 milhões). Segundo Ervér, as coleções de verão ajudaram a melhorar as vendas, sobretudo no fim do período. A operação, no entanto, ainda enfrentou dificuldades para fazer os produtos chegarem ao destino.

    “As vendas foram afetadas, entre outros fatores, por interrupções persistentes na rede logística na Europa e na cadeia global de suprimentos”, afirmou. Mais agilidade para acompanhar o consumidor Além de controlar despesas, a H&M trabalha para ajustar suas compras à demanda. Uma das iniciativas é aumentar gradualmente a parcela de produtos comprados durante a própria temporada, quando a empresa já tem mais informações sobre o que está vendendo.

    “Também estamos aumentando gradualmente a proporção de compras durante a temporada, para atender mais rapidamente à demanda dos clientes por moda e qualidade ao melhor preço”, disse Ervér. O grupo também investe em infraestrutura digital para melhorar decisões que vão do desenvolvimento das coleções à distribuição das peças entre os mercados. Segundo o CEO, uma organização mais simples deve permitir que mais decisões sejam tomadas perto do consumidor.

    A estratégia inclui ainda reformas de lojas e uma experiência digital mais personalizada. “Em um momento em que os consumidores são afetados pelo alto custo de vida, estamos fortalecendo gradualmente nossa oferta”, afirmou. Expansão no Brasil, menos lojas no mundo Enquanto abre unidades no mercado brasileiro, o grupo revê sua presença física global.

    023 lojas, uma redução de aproximadamente 2% em relação ao mesmo momento do ano anterior. Para o ano fiscal de 2026, a previsão é inaugurar cerca de 90 unidades. Ao mesmo tempo, aproximadamente 170 devem ser fechadas.

    Segundo a companhia, a maior parte das aberturas estará concentrada em mercados de crescimento. No acumulado dos nove meses até agosto, o lucro operacional avançou 12%, para 13,462 bilhões de coroas suecas. A margem operacional passou de 7,1% para 8,3%.

    A receita líquida caiu 4,4% em coroas suecas e totalizou 161,624 bilhões. Em moedas locais, ficou estável na comparação anual. Para setembro, a H&M estima crescimento de 1% nas vendas globais em moedas locais, em relação ao mesmo mês do ano passado.

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