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    Humorista relata ameaças após publicação de Nikolas Ferreira
    Poder360·30 de out., 19:22

    Humorista relata ameaças após publicação de Nikolas Ferreira

    O humorista Bruno Motta, de 46 anos, afirmou ter recebido milhares de mensagens, incluindo ameaças de violência, depois de o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhar e ironizar uma publicação sua nas redes sociais. O comediante havia relatado o cancelament o de um evento corporativo por razões políticas. Ao compartilhar um trecho do relato, o deputado escreveu: “Tá assustadinho, gen te” .

    2026), Motta afirmou que recebeu ameaças de agressão caso fosse reconhecido na rua ou durante seus espetáculos. Com 25 anos de carreira e atualmente à frente do espetáculo LGBT+ Gongada Drag , o humorista contou que o cancelamento do evento corporativo por razões políticas foi a 1ª situação profissional a fazê-lo sentir medo. “Foi a primeira vez, em 25 anos de carreira, que enfrentei esse tipo de problema, até porque não envolvo o assunto política nos trabalhos corporativos que faço” , afirmou.

      AMEAÇAS NAS REDES SOCIAIS Em resposta à publicação de Motta no X, Nikolas escreveu: “Os fascistas não querem mais sustentar vocês. Bem-vindo a uma nova era” . A resposta foi publicada durante uma mobilização nas redes sociais que incentiva o boicote a empresas e profissionais associados a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Depois da manifestação do deputado, Motta afirma ter recebido milhares de mensagens públicas e privadas. O humorista relatou que, além das ameaças de violência, usuários procuraram publicações antigas em seus perfis para expor outros posicionamentos políticos. “Reviram minhas mensagens antigas em busca de outras mensagens para me expor.

    Ameaças de violência quando me encontrarem ou forem nos shows. Tem de tudo” , afirmou. Motta ainda não registrou boletim de ocorrência, mas pretende reunir as mensagens como provas para avaliar medidas judiciais.

    Segundo ele, alguns autores apagaram as publicações depois de serem alertados sobre a possibilidade de processos. BOICOTES POLÍTICOS Campanhas de boicote a empresas e profissionais por posicionamento político ganharam força nas redes sociais depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde então, grupos passaram a divulgar listas de estabelecimentos associados a apoiadores do petista e a incentivar consumidores a deixar de frequentá-los.

    Nikolas tem defendido publicamente essas iniciativas. 2026), ao compartilhar o vídeo de uma empresária que relatou ter perdido clientes, escreveu: “Tá chateada porque a direita não vai mais no seu comércio? Democracia?

    Concordo, as pessoas são livres pra não irem mais” . 2026), voltou a defender os boicotes. As campanhas também levaram o governo federal a anunciar uma força-tarefa para combater o assédio eleitoral e a discriminação política.

    O grupo reúne órgãos como os ministérios do Trabalho e da Justiça, a AGU e o MPT ( Ministério Público do Trabalho) . O Ministério Público Federal abriu procedimento para acompanhar a circulação das listas. Já o MPT acionou a Justiça contra um empresário de São Paulo que incentivou empregadores a não contratar profissionais de esquerda.

    Motta afirmou que publicou o desabafo para chamar atenção aos efeitos das divergências políticas nas relações profissionais. Em 25 anos de carreira, disse nunca ter enfrentado o cancelamento de um trabalho corporativo por esse motivo. Defendeu ainda que empresas e prestadores de serviço não sejam associados às posições políticas de seus profissionais ou proprietários.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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