Ibovespa Cai 1,15% e Dólar Sobe com Aversão Global a Risco e Eleição no Radar
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, enquanto o dólar avançou ante o real, em uma sessão marcada pela aversão global a ativos de risco e pela cautela dos investidores antes do segundo turno da eleição presidencial, no domingo. A alta do petróleo, impulsionada por novas tensões no Oriente Médio, também esteve no radar.
120,21 pontos. 493,11 pontos. O volume financeiro somou R$ 39,45 bilhões.
O dólar à vista subiu 0,22%, a R$ 5,0384. No ano, a moeda acumula queda de 8,21%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro avançava 0,34%, a R$ 5,0500.
Os investidores aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial. Na véspera, levantamento da Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. A pesquisa indicou empate técnico entre os candidatos.
“A impressão é que, no geral, o mercado está indo ‘mais leve’ para o segundo turno do que foi no primeiro. As pesquisas que o mercado mais olha estão mostrando um cenário bem apertado”, afirmou um gestor. Para Josias Bento, sócio da GT Capital, a bolsa refletiu a combinação de tensão eleitoral e aversão ao risco no exterior.
No cenário doméstico, ele chamou atenção para a ausência de propostas sobre as contas públicas: “Os candidatos até agora não mostraram ou falaram de um plano de contingência para controlar as contas públicas, que é uma das principais agendas para 2027”. No câmbio, o dólar operou em alta durante praticamente toda a sessão. “O dólar sobe aqui por conta desse exterior bem ruim, mas o Datafolha à noite está no radar também”, disse Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital.
“Apesar de Lula parecer competitivo nessa reta final, com a diferença caindo, o mercado ainda está majoritariamente precificando (a vitória de) Flávio. Isso não mudou até agora”, acrescentou. Segundo a Reuters, parte dos agentes associa uma eventual vitória de Flávio a maiores chances de controle das contas públicas, embora o candidato e seus porta-vozes econômicos ainda não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.
No exterior, o S&P 500 caiu 1,21%, e o europeu STOXX 600 recuou 1,01%, em meio a preocupações com o setor de inteligência artificial. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda ante uma cesta de seis divisas, recuava 0,03%, a 101,650, às 17h08, após avançar durante boa parte do pregão. O petróleo também subiu, com o Brent atingindo a máxima em cinco meses.
Os contratos fecharam em alta de 4%, a US$ 113,17 por barril, enquanto o WTI avançou 2,4%, a US$ 99,47. O Brent teve o maior fechamento desde 4 de maio, depois que ataques dos houthis na Arábia Saudita e preocupações com a segurança da infraestrutura e das rotas de navegação no Oriente Médio elevaram o prêmio de risco da commodity. A Saudi Aramco orientou funcionários a evacuarem sua sede em Dhahran, informou a Reuters, em meio à intensificação dos combates entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen.
Também pesaram relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz. Para analistas da consultoria Ritterbusch and Associates, as tensões na região levaram o mercado a incorporar novo prêmio de risco. Já Tamas Varga, analista da PVM Oil, afirmou que os relatos de recuperação das exportações do Oriente Médio não compensam os riscos associados aos ataques a embarcações e à infraestrutura saudita.
713,45 pontos, registrado em 9 de outubro, o Ibovespa acumula queda de 2,67%. No mês, porém, ainda sobe 9,54%. Investidores estrangeiros deram suporte às ações brasileiras em outubro, com entrada líquida de R$ 20 bilhões até o dia 20.
Entre as ações de maior peso, Vale caiu 3,97%, acompanhando a fraqueza das mineradoras no exterior. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian recuou 1,62%, a 669 iuanes por tonelada. CSN perdeu 5,43%, Usiminas caiu 4,81% e Gerdau recuou 3,92%.
Dados da Inda mostraram que as vendas de aço plano dos distribuidores caíram 7,2% em setembro ante o mesmo mês do ano anterior. Petrobras PN avançou 0,14%, apesar da forte alta do petróleo. PRIO subiu 1,85%, Brava ganhou 0,24% e PetroReconcavo caiu 1,29%.
Bradesco PN recuou 2,08% antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre, após o fechamento do mercado. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro líquido de R$ 7,1 bilhões. BTG Pactual caiu 1,37%, Santander Brasil perdeu 1,35%, Itaú Unibanco recuou 1,84% e Banco do Brasil cedeu 0,75%.
MBRF caiu 2,71%, com investidores avaliando possíveis efeitos da ocorrência de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus da empresa em Nova Itaberaba (SC). Na véspera, a companhia afirmou que eventuais impactos sobre suas operações, situação econômico-financeira ou resultados, se houver, “não serão materiais”. JBS, listada nos Estados Unidos, recuou 0,80%.
Na contramão, Bradesco Saúde subiu 4,22%, após informar lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre, alta de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia também anunciou a distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos intercalares. O post Ibovespa Cai 1,15% e Dólar Sobe com Aversão Global a Risco e Eleição no Radar apareceu primeiro em Forbes Brasil .
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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