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    Forbes Brasil·25 de set., 20:48

    Ibovespa Cai Pressionado por Petrobras em Dia de Petróleo em Queda de 2%

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Ibovespa fechou com queda modesta nesta sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras , enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos. 151,01 no pior momento.

    214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,95%. O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$23,99 bilhões.

    O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro. No final do dia, o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 5,1625%, de 5,2297% na máxima do dia e 5,162% no fechamento na véspera, o que abriu espaço para melhora nos mercados, assim como o alívio nos preços do petróleo, com barril do Brent encerrando a US$104,32, declínio de 2,1%. Em Wall Street , o S&P 500 fechou com elevação de 0,51%.

    “O cenário externo contribuiu para limitar as perdas”, afirmou o analista Matheus Villela, da gestora de patrimônio Aware Investments. O analista citou que o IPCA-15 pressionou o Ibovespa na abertura , mas que o cenário eleitoral é o que mais pesa sobre o sentimento na bolsa. Ele chamou a atenção para a pesquisa Datafolha, que mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, enquanto o cenário para potencial segundo turno apontou 47% a 45%, respectivamente.

    “A variação foi de apenas um ponto e está dentro da margem de erro, mas o mercado tem precificado qualquer mudança de tendência”, afirmou Villela. Na pesquisa anterior, o placar era de 39% a 36% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo turno, a favor do petista em ambos os casos. ” DESTAQUES • PETROBRAS PN recuou 2,58% e PETROBRAS ON caiu 2%, acompanhando o movimento do petróleo no mercado internacional.

    • VALE ON encerrou com variação positiva de 0,16%, tendo de pano de fundo a estabilidade dos futuros do minério de ferro na China. • ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,62%, com o setor como um todo melhorando. BRADESCO PN avançou 0,56%, BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 0,23% e SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,51%.

    BTG PACTUAL UNIT terminou estável. • ULTRAPAR ON caiu 5,77%, em nova sessão de ajustes, após acumular até a última quarta-feira valorização de mais de 14% em setembro. No setor de combustíveis, VIBRA ON cedeu 4,96%, também em queda pelo segundo dia.

    Até a quarta-feira, subia mais de 17% no mês. • AZZAS 2154 ON disparou 12,97%, ganhando fôlego à tarde. Investidores seguem especulando sobre potenciais reflexos da reorganização societária anunciada no começo do mês, bem como de eventual transação que envolva a unidade FARM Rio.

    Petróleo cede 2% Os preços do petróleo caíram cerca de 2% nesta sexta-feira, com as crescentes esperanças de uma trégua entre os Estados Unidos e o Irã e pelos rumores sobre uma possível proibição dos EUA às exportações de diesel, mesmo com os operadores preocupados de que os crescentes ataques contra a Arábia Saudita por combatentes houthis pudessem interromper o abastecimento proveniente do produtor do Oriente Médio . Os futuros do Brent caíram US$2,28, ou 2,1%, fechando a US$104,32 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) caiu US$2,20, ou 2,3%, fechando a US$92,41.

    Com isso, o Brent registrou alta de menos de 1% na semana, enquanto o WTI teve queda de cerca de 8%. Negociadores dos EUA e do Irã em Nova York estão explorando um caminho gradual para sair da guerra, que envolveria Teerã reabrir o Estreito de Ormuz e Washington suspender seu bloqueio econômico ao Irã, disseram fontes próximas às negociações. O Irã, no entanto, afirmou que não demonstrará flexibilidade em relação ao seu programa nuclear, mesmo que os EUA aceitem sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz — que prevê medidas como o levantamento do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos —, disse uma alta autoridade iraniana à Reuters nesta sexta-feira.

    “O complexo está novamente sob pressão… à medida que o mercado continua avaliando a possibilidade de uma proibição (dos EUA) à exportação de diesel, enquanto as especulações sobre avanços diplomáticos rumo à abertura do Estreito de Ormuz estão contribuindo para as vendas de hoje”, afirmaram analistas da empresa de consultoria em energia Ritterbusch and Associates em uma nota. As especulações de Washington sobre uma possível proibição das exportações de diesel estão ampliando a diferença entre os futuros de petróleo dos EUA e o índice de referência global Brent, um sinal de que os mercados esperam que as refinarias americanas processem menos petróleo caso sua produção de diesel fique retida no país. O prêmio do petróleo Brent em relação ao WTI atingiu seu maior nível desde maio pelo terceiro dia consecutivo, enquanto os futuros da gasolina nos EUA caíram cerca de 4% na sexta-feira.

    Dólar cai com prévia da inflação O dólar fechou a sexta-feira com leve variação negativa ante o real , influenciado de um lado pelo recuo firme da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior e, de outro, pelos dados da nova pesquisa Datafolha e do IPCA-15 de setembro. O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,19%, a R$5,1834. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,74% e, no ano, baixa de 5,57%.

    Às 17h04, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,23% na B3, aos R$5,1865. Após os avanços mais recentes, o dólar exibiu nesta sexta-feira perdas ante divisas como o iene, o euro e a libra, ainda que os investidores sigam posicionados para nova alta de juros nos EUA em outubro. A moeda norte-americana também cedeu ante divisas como o peso colombiano e o rand sul-africano, entre outras, em uma sessão no geral de pouco fôlego para as divisas de países emergentes.

    No Brasil, a eleição também seguiu influenciando os negócios. Lula tem 47% e Flávio soma 45%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

    Na semana passada, Lula tinha 46% e Flávio registrava 44%. O petista ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio — como a manutenção da vantagem numérica de Lula no Datafolha — tendem a trazer um viés de alta para o dólar.

    Outro fator de atenção dos investidores foi o IPCA-15 de setembro, divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . O indicador, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro, após recuar 0,40% em agosto. Em 12 meses, houve elevação de 4,47% em setembro, contra 4,24% em agosto.

    Economistas ouvidos pela Reuters projetavam altas menores, de 0,53% em setembro e 4,30% em 12 meses. Uma inflação mais pressionada é um fator que pode dificultar novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, no curto prazo, com efeitos sobre o câmbio. Em meio aos fatores internos e externos, o dólar à vista variou entre a mínima de R$5,1731 (-0,39%) às 9h03, logo após a abertura, e a máxima de R$5,2152 (+0,43%) às 11h19.

    Durante a maior parte do dia, no entanto, ele se manteve próximo da estabilidade. No exterior, às 17h07 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,29%, a 101,000. O post Ibovespa Cai Pressionado por Petrobras em Dia de Petróleo em Queda de 2% apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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