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    Forbes Brasil·16 de set., 20:44

    Ibovespa Fecha em Queda após Fed Elevar Juro e Sinalizar Mais Aperto

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, renovando mínima da sessão à tarde, após o banco central dos Estados Unidos elevar a taxa básica de juros na maior economia do mundo e sinalizar mais uma alta neste ano. 753,98 na mínima do dia.

      A bolsa paulista fechou com investidores na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com as apostas indicando redução da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. “A bolsa passou o dia refém da ‘superquarta’ e o pregão foi mais de posicionamento do que de convicção”, afirmou o CEO da Gravus Capital, Ricardo Trevisan.   Na entrevista à imprensa após o anúncio da decisão, o chair do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a economia dos EUA se fortaleceu desde junho, enquanto as tendências da inflação mostraram pouca melhora.

    “A estabilidade dos preços vem sendo o problema há mais de cinco anos e meio”, afirmou.   De acordo com Trevisan, a alta de 0,25 ponto estava no preço e havia expectativa de uma sinalização de um ciclo mais longo de aperto. Mas o comunicado foi firme ao falar em acelerar o retorno da inflação à meta, ressaltou.

    Ele destacou que a decisão ocorre no mesmo dia em que o Copom deve cortar a Selic, encolhendo o diferencial de juros entre os dois países. “Para o investidor estrangeiro, parte da vantagem de manter recursos em reais desaparece, justamente às vésperas de uma eleição decisiva e com o crédito corporativo sob estresse”, afirmou.   Para Trevisan, o que vai definir o pregão de quinta-feira na B3 não é o corte da Selic, e sim o comunicado.

    ” Dados atualizados da B3 mostraram mais um dia com saída líquida das ações brasileiras. Até o dia 14, o saldo de capital externo estava positivo em R$7 bilhões em setembro. Na conta até o dia 11, eram R$7,3 bilhões.

    Destaques • PETROBRAS PN recuou 3,53% e PETROBRAS ON perdeu 4,27%, acompanhando o declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,69%, a US$105,83, pressionando também outras petrolíferas na B3. • BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 3,04%, ganhando fôlego na segunda etapa do pregão, em dia misto para o setor no Ibovespa. ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,12%,  BRADESCO PN encerrou com variação positiva de 0,05% e SANTANDER BRASIL UNIT recuou 0,96%.

    NUBANK, que é listado nos EUA, recuou 2,68%, com relatório do Itaú BBA cortando a recomendação das ações de “outperform” para “market perform”. • VALE ON caiu 2,14%, em pregão de oscilação modesta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 0,14%. • MAGAZINE LUIZA ON avançou 6,64%, em sessão positiva também para ações de outros varejistas, com ASSAÍ ON subindo 4,66% e LOJAS RENNER ON valorizando-se 3,14%, endossadas pelo alívio nas taxas dos DIs com prazos mais longos e expectativa de novo alívio monetário no Brasil.

    • BRASKEM PNA, que não faz parte do Ibovespa, desabou 15,17%, após analistas do UBS BB cortarem a recomendação das ações para venda, reduzindo o preço-alvo de R$10,50 para R$3,75. Os analistas afirmaram que continuam sem enxergar uma saída fácil para o cenário atual da companhia. O jornal Valor Econômico também reportou que a petroquímica enviou aos credores termos mais detalhados para sua reestruturação financeira e incorporou a previsão de deságio (“haircut”) na dívida.

    Dólar fica estável O mercado de câmbio no Brasil teve mais uma sessão de volatilidade limitada nesta quarta-feira, com o dólar encerrando o dia muito próximo da estabilidade, enquanto no exterior a moeda norte-americana ganhou força após o Federal Reserve subir juros e sinalizar a possibilidade de novos aumentos. O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,05%, a R$ 5,1519. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,14%.

    Às 17h02, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,08% na B3, aos R$ 5,1675. No início do dia o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em julho ante junho, conforme a série com ajuste sazonal. O resultado, pior que a retração 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters, juntou-se a uma série de números mais recentes que sugerem perda de força da atividade econômica — o que favorece novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14%.

    Após marcar a menor cotação do dia, de R$5,1368 (-0,34%), às 12h47, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1670 (+0,25%) às 16h19, já após a decisão do Fed. A moeda norte-americana, porém, oscilou em margens estreitas e encerrou o dia próxima da estabilidade, com o noticiário eleitoral no Brasil permeando os negócios. Em algumas pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, mas numericamente à frente em algumas simulações de segundo turno.

    Já o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou na terça-feira a decisão final sobre juntar ou não, para análise do plenário, dois casos envolvendo ministros: o de possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o de abuso de poder e improbidade por parte do ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e paralisou o julgamento. Para parte do mercado, a crise do STF — que colocou Moraes na berlinda — tem sido mais favorável a Flávio que a Lula.

    Flávio tem a preferência da Faria Lima, que vê Lula como um empecilho para o ajuste fiscal. 000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Às 17h05, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,58%, a 100,260.

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