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    Forbes Brasil·24 de set., 21:50

    Ibovespa Fecha em Queda Pressionado por Treasuries e Receio Fiscal; Dólar Segue em Alta

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. 965,91  pontos. 834,97 pontos.

    211,43 pontos.   No exterior, o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 5,2209% no final da tarde, de 5,114% na véspera, com preocupações renovadas sobre a inflação e potenciais novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. De acordo com a estrategista de ações Rebecca Nossig, da Nomad, o movimento nos juros de longo prazo nos EUA atrai o capital global para a segurança da renda fixa norte-americana, drenando a liquidez e o apetite por ativos de risco em mercados emergentes como o Brasil.

    Isso, acrescentou, explica a “intensa pressão vendedora sobre a bolsa local e o movimento de realização de lucros”. O petróleo referendou os receios sobre a inflação, com o barril sob o contrato Brent  fechando o dia com elevação de 3,41%, a US$106,60, diante da ausência de sinais de progressos diplomáticos efetivos nas negociações entre os EUA e o Irã. Em Nova York, o índice acionário S&P 500 encerrou quase estável a sessão, que teve ainda como pano de fundo o aguardado encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu par chinês, Xi Jinping.

    Trump afirmou que ele e Xi tiveram uma “ótima reunião”. O analista de renda variável Felipe Cima, da Manchester Investimentos, também destacou como componente negativo o relatório de avaliação fiscal do governo, que indica um gasto acima do esperado e dificuldade maior de conversão das contas, com frustração de receitas. No documento, o governo informou que reduziu de R$17,9 bilhões para R$16,1 bilhões a necessidade prevista de contenção total de verbas de ministérios para respeitar regras fiscais, mas apontou significativa piora na previsão de déficit fiscal em 2026.

    Cima também chamou a atenção para a possível retirada da receita com as bets, além da expectativa de que a sexta-feira possa trazer alguma novidade sobre programa bancado pelo Tesouro Nacional referente ao endividamento das famílias. O mercado fechou com investidores na expectativa de nova pesquisa eleitoral Datafolha nesta quinta-feira. Nos últimos levantamentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm mostrado empate técnico em simulações de segundo turno.

    Na visão do gestor Luis Stuhlberger, da Verde Asset Management, pode ocorrer uma “porrada insana” na bolsa se Flávio vencer, mas ele não espera um movimento tão negativo se Lula for reeleito, citando múltiplo perto da média dos governos petistas passados e baixa exposição de investidores a ações. Mas, embora considere um alívio uma eventual troca no Planalto, criticando principalmente a política fiscal de Lula, e estime uma euforia de curto prazo no caso de eventual vitória de Flávio, ele citou que o candidato do PL “não tem um projeto de governo”. “Acho que o Brasil vai ser aquele negócio: não se encante com excesso de otimismo”, afirmou em evento em São Paulo.

    Destaques • PETROBRAS PN caiu 0,69% e PETROBRAS ON fechou com declínio de 0,86%, sucumbindo ao viés negativo na bolsa brasileira, mesmo com a alta do petróleo no exterior. Na máxima do dia, mais cedo, as PNs subiram 1,29% e as ONs avançaram 1,70%, A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira que a estatal está prestes a atingir produção de 3 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo. • VALE ON recuou 1,15%,  acompanhando o movimento negativo de outras mineradoras no exterior, em dia de preços estáveis dos futuros do minério de ferro na China.

    A Vale também informou na noite de quarta-feira que iniciará a retomada parcial de operações na Mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). • ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 1,18%, em sessão negativa no setor financeiro, contaminado pelo viés mais vendedor na bolsa. BRADESCO PN caiu 1,39% e  BANCO DO BRASIL ON perdeu 2,84%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT encerrou com acréscimo de 0,51%.

    • RD SAÚDE ON caiu 5,38%, após anúncio do Mercado Livre de expansão de seu negócio de varejo farmacêutico no país, com sua farmácia própria em São Paulo iniciando vendas de produtos sob prescrição a partir deste mês, além da inclusão de farmácias terceiras na plataforma de marketplace da empresa a partir de outubro. No setor, fora do Ibovespa, PAGUE MENOS ON recuou 8% e PANVEL ON cedeu 4,9%. • YDUQS ON fechou em alta de 2,95%, tendo como pano de fundo anúncio de fusão com a Afya para criar a maior empresa de ensino de medicina e cursos na área de saúde do Brasil, que terá a gigante alemã Bertelsmann como maior acionista.

    Em Nova York, AFYA subiu 1,10%. No setor, COGNA ON caiu 5,22%. • VAMOS ON valorizou-se 1,85%, endossada por relatório de analistas do Citi elevando o preço-alvo da ação para R$4,10 ante R$3,50, embora com manutenção da recomendação neutra.

    • MERCADO LIVRE, que é listada em Nova York, recuou 2,49%, após revelar nesta quinta-feira uma nova modalidade para entregas de produtos, envolvendo prazo de até 60 minutos e com início na cidade de São Paulo. A plataforma também anunciou expansão de seu negócio de varejo farmacêutico. Dólar sobe para perto dos R$5,20 puxado pelo exterior O dólar fechou a quinta-feira em alta no Brasil e próximo dos R$5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em uma sessão no geral negativa para os ativos de risco.

    O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,47%, a R$5,1931, o maior valor de fechamento desde 28 de agosto, quando marcou R$5,1961. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,39%. Às 17h04, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,52% na B3, aos R$5,1985.

    Após o avanço firme da véspera, em meio à expectativa de novo aumento de juros nos EUA no curto prazo, o dólar voltou a subir ante as demais divisas nesta quinta-feira, incluindo moedas de emergentes como o real, o peso colombiano, o peso mexicano e o rand sul-africano. A alta do dólar se intensificou no fim da manhã, em sintonia com o fortalecimento dos rendimentos dos Treasuries, em função das preocupações com a inflação nos EUA e a perspectiva de novas altas de juros pelo Federal Reserve. Após marcar a cotação mínima de R$5,1653 (-0,07%) às 10h03, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2020 (+0,64%) às 12h49, em um momento em que as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também estavam próximas das máximas do dia e o Ibovespa aprofundava as perdas.

    “A taxa dos títulos norte-americanos está bem acelerada, bem acima dos 5%, e o dólar se fortaleceu lá fora também. Isso faz com que o real se desvalorize”, comentou à tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. No Brasil, o Banco Central atualizou mais cedo suas projeções econômicas por meio do Relatório de Política Monetária.

    A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 2,0% para 1,8%, enquanto a projeção para o próximo ano é de 1,4%. A desaceleração da atividade tem sido citada pelos analistas como um dos fatores que favorecem novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, nos próximos meses. A perspectiva de uma Selic menor, somada à possibilidade de mais aumentos de juros nos EUA, cuja taxa está hoje na faixa de 3,75% a 4,00%, reduz o diferencial de juros entre os dois países — algo que pode alterar o fluxo de investimentos para o Brasil, com impactos de alta no dólar.

    Os investidores também seguiram atentos à disputa pelo Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas eleitorais mais recentes. Um novo levantamento do Datafolha será divulgado no início da noite.

    No fim da manhã, o Banco Central vendeu US$1 bilhão em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos. Ao realizar a operação, o BC aumenta a liquidez no mercado, em um momento de saída de recursos do país antes das eleições de outubro. Na véspera, o BC informou que o fluxo cambial do Brasil em setembro até dia 18 foi negativo em US$7,078 bilhões.

    No exterior, às 17h08 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,14%, a 101,270. Petróleo fecha em alta de cerca de 3% após ataque dos houthis à Arábia Saudita Os preços do petróleo subiram cerca de 3% nesta quinta-feira, atingindo a maior cotação em uma semana, depois que um ataque com mísseis dos houthis contra a Arábia Saudita reacendeu os temores de interrupções no abastecimento. No entanto, as negociações foram voláteis e os preços recuaram em relação às máximas do pregão após notícias de que os EUA e o Irã discutiram a reabertura do Estreito de Ormuz.

    Os futuros do Brent subiram US$3,52, ou 3,4%, fechando a US$106,60 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$2,45, ou 2,7%, fechando a US$ 94,61. Em suas máximas da sessão, ambos os contratos registraram alta de cerca de 5%.

    O Brent registrou seu maior fechamento desde 15 de setembro. Foi a primeira alta em dias para o WTI, que havia caído 13% nas seis sessões anteriores. A Arábia Saudita interceptou seis mísseis balísticos disparados pelos houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, frustrando ataques à província de Taif, no sul do país, e à região de Yanbu, no Mar Vermelho, informou a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen.

    Companhias aéreas iranianas foram proibidas de operar em países vizinhos, incluindo os Emirados Árabes Unidos e Omã, em resposta às novas sanções dos EUA — o primeiro grande impacto de uma mudança na política norte-americana para atingir empresas de países terceiros que fazem negócios com o Irã. Com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã praticamente estagnada há meses no campo de batalha, Washington anunciou uma extensão de suas sanções financeiras, visando empresas de países terceiros que fazem negócios com empresas iranianas — uma prática conhecida como “sanções secundárias”. Na quarta-feira, o Irã ameaçou retaliar contra os países vizinhos que cumprirem a proibição dos EUA aos seus voos, tornando seus aeroportos “inutilizáveis”.

    Por outro lado, a Arábia Saudita está aumentando os volumes de bombeamento de petróleo por meio de seu oleoduto Leste-Oeste, que se estende até Yanbu, seu centro de exportação no Mar Vermelho, embora os carregamentos de petroleiros ainda não tenham sido retomados, de acordo com fontes do setor, imagens de satélite e dados de transporte marítimo. O post Ibovespa Fecha em Queda Pressionado por Treasuries e Receio Fiscal; Dólar Segue em Alta apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>

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