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    InvestNews·17 de set., 21:27

    Ibovespa, juros e dólar vivem sessão volátil, mas encerram o dia no terreno positivo

    A quinta-feira (17) foi um dia de montanha-russa no mercado brasileiro. A sessão começou em clima positivo, com queda de juros, baixa do dólar e alta da bolsa, como reflexo do corte de juros pelo Banco Central na véspera. Mas, antes mesmo de a manhã terminar, o quadro mudou completamente.

    O anúncio de um reajuste surpresa de 15% no valor do Bolsa Família, que pode significar um custo extra de R$ 22 bilhões para o orçamento de 2027, azedou o humor dos investidores. Em um momento no qual a proximidade das eleições amplia os questionamentos do mercado sobre o aumento de gastos públicos, que impulsiona cada vez mais o endividamento do governo, o temor criado pelo anúncio de um aumento de 15% do benefício ganhou muito mais amplitude. Leia também Investimentos Após reajuste ‘surpresa’ do Bolsa Família, Ibovespa reverte alta, e dólar e juros passam a subir Como resultado, os juros futuros passaram a subir – o Tesouro Direto chegou a entrar em “ circuit breaker “, ou seja, uma pausa forçada quando a volatilidade dispara –, o dólar voltou ao território positivo ante o real e o Ibovespa inverteu o rumo de alta.

    Ibovespa se recupera O baque, porém, foi sendo assimilado ao longo da tarde, principalmente, diante do cenário exterior positivo. 992 pontos. O dólar passou a cair e terminou o dia em queda de 0,24% a R$ 5,1386.

    No Tesouro Direto, títulos como o IPCA+ 2040 e o Prefixado 2032 tiveram elevações significativas de taxas no início da tarde, mas terminaram no mesmo patamar da quarta-feira (16). O Tesouro IPCA+ 2040 encerrou estável taxa de 7,31%, a mesma do dia anterior. O Tesouro Prefixado 2032 teve uma ligeira alta para 14,26%, ante 14,24% um dia antes.

    Leia também Investimentos Tesouro Direto vira para alta após anúncio do Bolsa Família e apaga alívio do Copom Lá fora, os mercados internacionais reagiram à queda dos preços do petróleo e ao leve recuo das taxas dos títulos federais americanos. O barril do Brent, a referência internacional, recuou 1,71% para US$ 104,02. Os juros do título de 10 anos dos EUA fecharam abaixo da marca de 5% a 4,934% ao ano.

    As bolsas de Nova York subiram nesta quinta-feira, impulsionadas pelas ações de tecnologia. O S&P 500 avançou 1,14% e o Nasdaq teve ganho de 1,69%. No pano de fundo, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tomada na quarta-feira (16) de subir os juros em 0,25 ponto e sinalizar mais uma alta pela frente passou a ser avaliada pelo lado do copo meio cheio.

    Leia também Investimentos O que a alta dos juros nos EUA significa para o dólar e as bolsas no Brasil e no mundo A elevação das taxas ajudou a tirar qualquer dúvida sobre a credibilidade do Fed. Além disso, a decisão foi tomada em um momento visto como favorável em termos de crescimento e perspectivas. A própria avaliação do Fed indicou uma visão de que a economia americana está mais forte que o esperado e em um cenário de pleno emprego.

    Uma ação de controle de preços, nesse caso, foi vista como relativamente benéfica. Isso porque, além de aliviar a pressão inflacionária, pode tirar parte do prêmio no mercado de juros relacionado à desconfiança sobre um BC mais vulnerável a ingerências políticas. ]]>

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