Ibovespa Sobe 0,3% com Vale e Fecha Aos 186 Mil Pontos; Dólar Recua
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O Ibovespa fechou em alta assegurada principalmente pelo desempenho robusto da blue chip Vale nesta quinta-feira, após reação negativa no pregão ao anúncio de reajuste do Bolsa Família e seus potenciais efeitos nas contas públicas e no cenário eleitoral. 740,72 pontos na máxima do dia.
242,37 pontos, queda de 1,2%. Nova pesquisa eleitoral também ocupou as atenções, reforçando o cenário de disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, assim como a decisão de política monetária do Banco Central, que reduziu a Selic a 13,75% e deixou em aberto os próximos movimentos. O volume financeiro no pregão somava R$24,1 bilhões antes dos ajustes finais, em sessão ainda marcada por ganhos em Wall Street e queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
A menos de 20 dias das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca novo mandato, anunciou aumento de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, estimando um custo fiscal de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. De acordo com profissionais do mercado financeiro, embora a iniciativa tenha efeitos positivos sobre renda e inclusão social, o momento de sua divulgação e a ampliação dos gastos voltaram a alimentar questionamentos sobre a trajetória fiscal do país e a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos. Além disso, eles também citaram que a medida é um componente que pode aumentar as chances de reeleição de Lula, em um momento no qual pesquisas de intenção de voto têm mostrado um cenário bastante acirrado nas simulações de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) para o Planalto.
Ele acrescentou que pesou o fato de a medida vir a cerca de duas semanas do primeiro turno e não estar contemplada na proposta orçamentária de 2027, ainda que o governo afirme que há espaço fiscal para absorvê-la nos dois exercícios, com remanejamento de sobras de outras despesas. “Enquanto o mercado não tiver mais clareza sobre o rumo do fiscal, fica difícil a curva de juros fechar de forma consistente”, afirmou. O movimento nos DIs costuma influenciar a bolsa, com a queda (fechamento) das taxas atuando como componente benigno.
Uma parcela no mercado acredita que uma mudança de governo em Brasília resultaria em uma política fiscal mais equilibrada, com medidas para frear o crescimento da dívida pública em relação ao PIB, o que explica a reação positiva na bolsa a notícias que corroborem expectativas de troca no Palácio do Planalto — e vice-versa. Mais cedo, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que Flávio ampliou sua vantagem sobre Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, embora os candidatos permaneçam em empate técnico, o que ajudou a amenizar o efeito do reajuste do Bolsa Família após uma primeira reação mais negativa. A quinta-feira ainda reserva novo levantamento Datafolha sobre a disputa.
“Acreditamos que a eleição está acirrada demais para permitir previsões confiáveis e, por isso, continuamos favorecendo empresas de alta qualidade e elevada liquidez, que, em nossa avaliação, tendem a apresentar bom desempenho sob qualquer um dos cenários, seja uma vitória do atual governo ou da oposição”, afirmaram em relatório a clientes. “Temos evitado recomendações de ações cuja tese de investimento dependa excessivamente de uma melhora fiscal. ” Investidores da bolsa paulista também analisaram nesta sessão a decisão do Banco Central na véspera de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 13,75% ao ano.
A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto ao afirmar, ao fim da última reunião de política monetária antes das eleições presidenciais, que o atual cenário de incerteza demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. De acordo com Villela, o corte de 0,25 ponto já vinha sendo desenhado há algumas semanas e era praticamente consenso, “então sobrou pouco para o mercado reprecificar”. Ele destacou que a magnitude do corte não muda a conta de ninguém nem deixa a bolsa mais atrativa, uma vez que o investidor continua muito bem remunerado na renda fixa a 13,75%.
“Na minha visão, o que faz o investidor migrar para risco não é o corte em si, é a convicção de que existe um ciclo mais longo pela frente. ” De acordo com a B3, a bolsa voltou a registrar entrada líquida de estrangeiros no último dia 15, após duas sessões com saída, passando a acumular em setembro saldo positivo de R$7,25 bilhões até a última terça-feira. Até o dia 14, eram R$7 bilhões.
No exterior, o S&P 500 avançou 1,14%, em mais uma sessão de recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. Dólar fecha em queda O dólar fechou a quinta-feira em leve baixa no Brasil, após ter subido mais cedo com o mercado reagindo negativamente ao anúncio de reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal para este ano e o próximo estimado pelo governo em um total de R$27,8 bilhões. O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,25%, a R$5,1392.
No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,37%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,29% na B3, aos R$5,1515. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou pela manhã um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, que já valerá para os pagamentos feitos em outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes.
Segundo a equipe econômica, o aumento assegura reposição da inflação no valor do benefício, que ainda não tinha sido reajustado no governo Lula. O custo estimado da medida é de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. A reação negativa do mercado foi imediata, com o dólar ganhando força e atingindo a máxima de R$5,1785 (+0,52%) às 10h41.
Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção justamente para o aumento das despesas, em um cenário que já é de dificuldades para o equilíbrio das contas públicas. Passado o primeiro impacto do anúncio do reajuste do Bolsa Família, o dólar perdeu força e se reaproximou da estabilidade. Durante a tarde, exibiu leves perdas, refletindo o crescimento de Flávio nas pesquisas.
No exterior, a tarde também foi de baixa do dólar ante divisas pares do real como o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h06, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,04%, a 100,220. 000 contratos de swap cambial tradicional para a rolagem de 1º de outubro.
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