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    Forbes Brasil·26 de out., 21:13

    Ibovespa Tem Maior Queda desde 2020 e Dólar Dispara no 1º Pregão após Eleições

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. 516,43 pontos. O volume financeiro no pregão marcou R$ 109,24 bilhões antes dos ajustes finais.

    Correção do rali O movimento no mercado financeiro nesta segunda-feira está fortemente relacionado a uma correção de rota dos investidores que, após o primeiro turno, vinham apostando na vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições. O senador encerrou o primeiro turno com vantagem de 2,2 milhões de votos. No último pregão antes do primeiro turno das eleições, a bolsa fechou com alta de 2,46% aos 191 mil pontos.

    Após o primeiro turno, o índice atingiu uma máxima histórica: o Ibovespa fechou em 206 mil pontos, alta de 7,7%.   Ele explica que: “embora as pesquisas para o segundo turno continuassem indicando uma disputa genuinamente acirrada, a dívida externa já havia, em grande parte, precificado uma vitória de Bolsonaro após a alta dos mercados após o primeiro turno. ” Ralis eleitorais nem sempre representam tendências duradouras.

    Muitas vezes ocorrem sob a lógica de “comprar no boato, vender no fato”, por isso, parte do movimento pode ser associado a operadores que compram papéis antecipadamente para vendê-los com lucro no momento em que a vitória do candidato é oficializada. Freios acionados  A B3 acionou o “circuit breaker” na abertura, suspendendo por 30 minutos a negociação de ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs. A B3 afirmou que decisão de acionar o mecanismo com base na análise do cenário de formação do preço teórico do Ibovespa, que indicava queda superior a 20%.

        “O mercado embutiu nos seus preços uma expectativa diferente no primeiro turno do que efetivamente se concretizou no segundo turno e como esse resultado foi diametralmente diferente das expectativas há esse ajuste forte”, afirmou a investidora Louise Barsi, cofundadora do Grupo AGF (Ações Garantem o Futuro). “O momento é de cautela, mas não é nem 8 nem 80, não acho que é para zerar a caixa, mas também não acho que é para deixar algumas oportunidades passarem, principalmente nomes de qualidade”, afirmou, lembrando que os políticos passam, mas as boas empresas ficam e as oportunidades surgem justamente nesses momentos de grande instabilidade e incerteza. Olhando para frente, Louise citou que não dá para cravar que esse foi o único ajuste e citou que há um cenário desafiador para 2027, com baixo crescimento econômico, risco persistente de pressão inflacionária e juros ainda em níveis elevados.

    “Vamos ver se o governo vai fazer algum aceno ao mercado para tentar enganar os ânimos”, disse a investidora, que é filha de Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira. Aceno Ainda nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao Estadão que o governo apresentará uma proposta para que possa perseguir o centro da meta fiscal ao longo do ano, e não mais o piso da margem de tolerância. Na visão dos agentes financeiros, houve um aumento das incertezas sobre as perspectivas fiscais do país e a direção dos preços dos ativos brasileiros agora dependerá das sinalizações sobre a política econômica do novo mandato.

    As atenções estão externas para a decisão sobre quem comandará o Ministério da Fazenda, bem como uma definição mais precisa da estratégia de consolidação fiscal para os próximos quatro anos. ” Para o Morgan Stanley, há, de modo geral, um risco relevante de queda para as ações brasileiras antes do fim do ano, especialmente para empresas mais expostas ao mercado doméstico. ” O Scotiabank também destacou que o fato de Flávio se recusar a sério a derrota e entrar com uma contestação judicial do resultado deve manter a incerteza política elevada, mantendo sob pressão as ações brasileiras.

    “Continuamos otimistas em relação ao Brasil, mas pode ser necessário ter mais paciência”, afirmou. Destaques • BANCO DO BRASIL ON desabou 29,33%, fechando em um mínimo desde maio de 2023, a R$ 17,47, em sessão bastante negativa para o setor financeiro, que vinha também sendo um dos mais beneficiados pelas expectativas de vitória de Flávio Bolsonaro. BTG PACTUAL UNIT tombou 24,83%, BRADESCO PN despencou 21,7%, ITAÚ UNIBANCO PN caiu 13,66% e SANTANDER BRASIL UNIT , que divulgou balanço na quarta-feira, fechou em queda de 4,47%.

    • B3 ON caiu 36,28%, enquanto XP , listada nos EUA, afundou 48,36%, na maior queda em um dia desde o IPO em 2019, e Nubank, também listado em Nova York, recuperou 16,95%. Para analistas do JPMorgan, há risco de revisões negativas para as estimativas de mercado para o lucro por ação nos próximos dias e 2027 pode se mostrar um ano mais desafiador para o cenário macroeconômico brasileiro. O índice do setor financeiro caiu 22,48%.

    • PETROBRAS PN recuou 8,18% e PETROBRAS ON perdeu 6,81%, também contaminadas pela aversão a risco na bolsa brasileira, em pregão ainda marcado pelo declínio dos preços do petróleo no mercado internacional. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira que a forte queda nas ações se trata de “movimento especulativo” e não reflete os fundamentos da empresa. “A hora é de comprar (ações).

    Infelizmente não posso”, disse a executiva à Reuters. • VALE ON subiu 4,01%, descolada do viés vendedor no pregão paulista, assim como outras exportadoras, em meio à forte valorização do dólar ante o real. No fechamento, a cotação acusou R$ 5,4066, alta de 8,36%.

    Na máxima do dia, chegou a superar os R$5,60. SUZANO ON avançou 10,08% e EMBRAER ON fechou com elevação de 8,89%, na ponta positiva do Ibovespa, assim como WEG ON, que valorizou-se 4,21%, em pregão ainda marcado pelo anúncio de compra do negócio de Power Controls Solutions (PCS) da empresa norte-americana L&S Electric por US$11 milhões. • GERDAU PN fechou em alta de 0,91% antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre, após o fechamento do mercado.

    A companhia tem parte relevante da receita oriunda da América do Norte. No setor, USIMINAS PNA perdeu 10,71% e CSN ON tombou 17,46%. • REVISTA LUIZA ON derreteu 58,23%, em dia de forte pressão em papéis sensíveis a juros dado o movimento na curva de DIs.

    O índice de consumo da B3 caiu 26,39%, enquanto o índice do setor imobiliário perdeu 29,11%, com CYRELA ON despencando 44,81%. Dólar tem maior alta diária em 23 anos após vitória de Lula e fecha em R$5,4066 O dólar à vista disparou 8,36% frente ao real nesta segunda-feira, maior alta em 23 anos, com o mercado reagindo oportunidades à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto na véspera. O dólar à vista chegou a superar os R$ 5,60 pela manhã, mas a moeda desacelerou as perdas ao longo da sessão e cerrou com elevação de 8,36%, a R$ 5,4066.

    Foi a maior alta desde 5 de março de 2003, quando o dólar avançou 10,4%, e o maior valor de fechamento desde 2 de janeiro deste ano. No ano, a divisa passou a acumular baixa de apenas 1,50%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro — o mais negociado no Brasil — avançava 8,75% na B3, para R$ 5,4100.

    As negociações no mercado futuro de dólar – o mais líquido no Brasil e que servem de referência para as cotações no segmentos à vista – enfrentaram paralisações pela manhã, após a B3 ter limitado as oscilações de alta para que os agentes conseguissem encontrar um preço de equilíbrio. Logo cedo a B3 comunicou alteração nos limites de oscilação diária do dólar para todos os vencimentos na sessão desta segunda-feira, de 6% para 8,4%. Depois, emitiu novo comunicado ampliando o limite para 12%, em meio à forte pressão compradora para a moeda norte-americana.

    O movimento se deu após Lula vencer a disputa pelo Planalto, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. Como o mercado estava em grande parte posicionado para um triunfo do senador — o que colocou o dólar abaixo de R$ 5 na sexta-feira –, o ajuste nesta sessão foi intenso. Na noite de domingo, profissionais consultados pela Reuters já aprimoraram um forte avanço do dólar ante o real após os recuos recentes.

    Apenas no dia seguinte ao primeiro turno, quando Flávio ficou à frente de Lula, o dólar à vista caiu mais de 4%, em meio à euforia do mercado com a possibilidade de o senador vencer uma disputa. Por trás disso houve a leitura de que, com Flávio no Planalto, cresceram as chances de um ajuste nas contas públicas. Como Lula venceu o segundo turno, garantindo mais um mandato, os investidores amaram perdas e ajustaram posições em realizar todos os mercados nesta segunda-feira, incluindo o câmbio.

    Às 10h46, o dólar à vista marcou a cotação máxima intradia de R$ 5,6059 (+12,35%), para depois retornar gradativamente para perto dos R$ 5,40. Profissionais ouvidos pela Reuters ao longo do dia consideraram a disparada do dólar como algo previsível depois da surpresa eleitoral. “O dólar caiu R$ 5,60, já está em R$ 5,45 e deve encerrar a semana em R$ 5,30”, projetou no início da tarde o diretor de assessoria do FB Capital, Fernando Bergallo, chamando atenção para o exagero das variações.

    “Esse movimento é agudo sempre, o mercado ‘overreacts’ (reage de forma exagerada)”, pontudo. 000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro. No exterior, que nesta segunda-feira ficou em segundo plano, às 17h34 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,35%, a 102,020.

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