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    iFood apoia regulação, mas vê risco de alta em custos dos pedidos
    Poder360·27 de set., 09:00

    iFood apoia regulação, mas vê risco de alta em custos dos pedidos

    O vice-presidente Jurídico do iFood , Lucas Piottini, disse que a empresa é a favor da regulamentação do trabalho por aplicativo. Declarou, porém, acreditar que isso pode aumentar os custos dos pedidos para os consumidores. “A nossa expectativa é tentar ao máximo absorver esse custo, mas dado que não sabemos quais são as regras finais, quais são as alíquotas finais e qual é o desenho final, acho que não dá para descartar que haja sim um repasse de custo para o setor como um todo” , disse Lucas Piottini em entrevista ao Poder360 .

    Assista (52min48s): Segundo o executivo, a regulamentação precisa reconhecer 2 aspectos dessa nova forma de trabalho: autonomia e flexibilidade do trabalhador. Disse também que é necessário estabelecer regras claras de remuneração para os trabalhadores. “Precisamos ter quais são os pisos que todas as plataformas têm que observar.

    O que o iFood defende é que deveríamos beber do salário mínimo para criar a nossa referência para o setor” , afirmou. Setor de delivery O vice-presidente Jurídico declarou acreditar que um dos grandes potenciais do setor de delivery “é a oportunidade” de levar refeições mais baratas para as classes C e D. Em relação à China, Lucas Pittioni disse que o iFood olha para o país como uma inspiração.

    “Fazemos imersões, viagens para ver o que de mais avançado está sendo desenvolvido em tecnologia, quais são as tendências, o que que está surgindo de novo. ” Sobre a empresa ir para outros países, incluindo a China, o executivo declarou não ter planos sobre esse tema no momento. “Seguimos muito comprometidos com o Brasil.

    ” Ação contra a Keeta Lucas Pittioni também falou sobre o iFood ter protocolado em 31 de agosto uma representação formal no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em que pede a abertura de processo administrativo contra a Keeta por “práticas predatórias no mercado brasileiro” . “Essa representação foi motivada por uma preocupação que temos com o futuro do nosso setor. É uma competição que não é necessariamente baseada no que chamamos de mérito, ou seja, não é uma competição entre quem presta o melhor serviço, quem tem a melhor tecnologia, quem tem as melhores condições de trabalho para os entregadores.

    É uma competição sobre quem tem o bolso mais fundo” , disse. Segundo Lucas Pittioni, o uso dos cupons pela Keeta não é sustentável para os consumidores porque são “descontos transitórios” nas comissões cobradas dos restaurantes e pagamentos de bonificações “também transitórias” para os entregadores. “Os competidores que não têm um bolso tão fundo não conseguem sustentar essa competição por longos períodos de tempo e saem dos mercados.

    Além disso, quando esses competidores saem, começa o movimento de racionalização dos investimentos. Então, aqueles descontos que estavam sendo dados aos consumidores vão embora, aqueles descontos que estavam sendo dados pros restaurantes também vão embora e as comissões são majoradas e aqueles pagamentos que vinham sendo feitos aos entregadores cessam” , disse Lucas Pittioni. O que diz a Keeta A Keeta afirmou em nota que a declaração do iFood é uma “estratégia da plataforma monopolista para manter sua posição dominante no setor” .

    Eis a íntegra (15 kB – PDF). “Com cerca de 80% de participação de mercado no Brasil, a plataforma dominante tenta bloquear a entrada de uma nova empresa que traz para o país tecnologia de ponta e experiência de mais de 15 anos de presença global em entrega de comida” , declarou a Keeta. “O setor de entrega de comida brasileiro permanece disfuncional e necessita urgentemente de decisões que promovam um mercado competitivo e justo” , finalizou a plataforma.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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