Incerteza eleitoral leva ‘índice do medo’ ao recorde na bolsa
A indefinição na disputa presidencial preocupa investidores na reta final do segundo turno. Nesta quinta-feira, 22, o S&P/B3 Ibovespa VIX, conhecido como “índice do medo”, subiu 6,72% e atingiu 45,27 pontos. O indicador registrou o maior nível de sua série histórica.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva com 50% dos votos válidos cada um. No total de intenções de voto, o senador tem 47%, contra 46% do presidente. No primeiro turno das eleições , Flávio terminou à frente, com vantagem de 2,22 milhões de votos.
+ Saiba tudo da Economia do Brasil em Oeste O VIX estima a volatilidade futura do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. Sua escala varia de 0 a 100 pontos. Quanto maior o indicador, maior a amplitude das oscilações de preços esperadas pelo mercado.
Índice do medo reflete busca por proteção Até quinta-feira, o VIX nunca havia ultrapassado 30 pontos. O mercado interpreta valores acima desse patamar como sinal de forte turbulência e aversão ao risco. O cálculo considera os preços das opções de compra e venda, contratos que investidores usam para proteger suas posições.
No entanto, o indicador não aponta se a bolsa vai subir ou cair. Ele mede a intensidade das oscilações esperadas. O VIX costuma atingir seu pico na reta final da campanha e cair com a confirmação dos resultados, quando as incertezas diminuem.
Leia também: "Reeleição de Lula pode acionar circuit breaker na Bolsa de Valores, mostra estudo" O Ibovespa acumula queda de quase 2% nos últimos dois dias. Na terça-feira 20, o índice havia subido 1,5%, enquanto as pesquisas indicavam estabilidade no favoritismo de Flávio. O avanço de Lula na reta final amplia a incerteza sobre o resultado de domingo 25.
No mercado cambial, o dólar encerrou a quinta-feira em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,03. O post Incerteza eleitoral leva ‘índice do medo’ ao recorde na bolsa apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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