Influenciadores postam manifesto em defesa das bets
set) mensagens em defesa do mercado regulado de apostas, em reação à MP (medida provisória) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das bets no Brasil. A norma impede imediatamente novos depósitos e determina que sites e aplicativos deixem de funcionar a partir de 6 de outubro. Entre os perfis de maior alcance que aderiram à mobilização estão JoJo Todynho , Jon Vlogs e Davi Brito .
JoJo tem 29,6 milhões de seguidores no Instagram, Jon soma 10,7 milhões e Davi, 7 milhões. Jon Vlogs, além de já ter participado de campanhas publicitárias da casa de apostas Blaze, é criador de sua própria bet , a Jonbet. Os criadores de conteúdo desabilitaram os comentários das publicações.
2026) o também influenciador alagoano Rico Melquiades , anunciou nas redes sociais que vai deixar o Brasil e passar a morar em Portugal a partir de outubro. Ele fez publicidade para casas de apostas e depôs na CPI das Bets do Senado sobre contratos de influenciadores com empresas do setor. O influenciador não confirmou, no entanto, que a decisão de morar no exterior tenha sido motivada pelo banimento das bets .
Reprodução/Instagram/@davioficialll Influenciador Davi Brito divulgando a casa de aposta esportiva em seu Instagram Além de influenciadores conhecidos e com milhões de seguidores, a mobilização se espalhou por criadores de conteúdo de médio porte e profissionais ligados ao mercado de apostas. Publicações com a hashtag #NósApostamosNoBrasil aparecem em diferentes redes sociais, com textos semelhantes em defesa da manutenção do setor regulado e pedidos por mais fiscalização em vez da proibição. Entidades signatárias do manifesto também convocaram empresas e profissionais a compartilharem o material usando a hashtag .
As postagens sustentam que a proibição não eliminaria a demanda por jogos de azar, mas poderia direcioná-la para plataformas clandestinas. Em uma das legendas compartilhadas pelos influenciadores, lê-se: “ Regular é controlar, fiscalizar e proteger. ” O material defende a preservação das regras criadas para empresas autorizadas e mecanismos de proteção aos apostadores.
O manifesto é assinado por 9 entidades: ABC-Bet (Associação Brasileira de Conformidade, Boas Práticas, Ética e Transparência em Apostas Esportivas); ABFS (Associação Brasileira de Fantasy Sports); Abrajogo (Associação Brasileira dos Operadores e Provedores Internacionais de Jogos); Aigaming (Associação Internacional de Gaming); Amig (Associação de Mulheres da Indústria do Gaming); ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias); IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável); IJL (Instituto Brasileiro Jogo Legal); Sindibets-SP (Sindicato das Empresas Operadoras de Apostas Esportivas e Jogos Online do Estado de São Paulo). As entidades também citam como possíveis efeitos da medida a perda de arrecadação e demissões, e como alternativa, mencionam regras mais rígidas de publicidade, proteção a pessoas vulneráveis e combate às plataformas ilegais. Eis a íntegra do manifesto, que foi publicado em formato de carrossel no Instagram: Um 2º manifesto, chamado “Proibir não é proteger ”, foi divulgado em conjunto somente pela ANJL e pelo IBJR, com apoio de operadoras licenciadas.
GOVERNO X BETS O governo vem adotando restrições às empresas de apostas on-line. Em abril, o partido do presidente apresentou projeto para proibir as bets em todo o país na Câmara dos Deputados. Três meses depois, determinou que a publicidade do setor apresentasse advertências sobre riscos financeiros e dependência.
A combinação das iniciativas faz parte da estratégia do governo para apresentar medidas com efeito no cotidiano dos eleitores antes da eleição. O Poder360 já havia mostrado que o endurecimento das regras das bets era pensado junto de outras ações, como o Novo Desenrola e o fim da taxa das blusinhas. As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas em 2025 , segundo dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda e do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.
No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix. OUTORGAS Desde a regulamentação do setor, a União arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em taxas de outorga. Cada autorização custa R$ 30 milhões e tem validade de 5 anos.
As empresas afirmam que, além das outorgas, fizeram investimentos em contratação de equipes, publicidade, tecnologia e estrutura para atuar no mercado regulado. O ministro da Fazenda afirmou que não haverá devolução das outorgas . O IBJR argumenta que uma interrupção antecipada das operações poderia gerar pedidos de indenização na Justiça.
O setor estima que os valores envolvidos poderiam chegar a dezenas de bilhões de reais, dependendo do alcance de uma eventual proibição. As apostas de quota fixa foram regulamentadas no Brasil em 2023. O modelo estabeleceu regras para autorização, fiscalização, tributação e funcionamento das empresas.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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