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    Money Times·29 de set., 19:31

    Interesse por bolsa dispara, no maior nível desde março, mostra pesquisa com assessores da XP

    O otimismo dos assessores afiliados à XP Investimentos melhorou significativamente em setembro, acompanhando a recuperação das ações brasileiras. A percepção mais positiva em relação à renda variável levou a uma forte alta no apetite por risco, além de uma revisão para cima das expectativas para o Ibovespa no fim de 2026. Segundo a mais recente Pesquisa com Assessores da XP, 29% dos entrevistados pretendem aumentar a alocação em ações nos próximos meses , um salto de 19 pontos percentuais em relação a agosto.

    Trata-se da maior leitura desde março de 2026. Em contrapartida, apenas 11% afirmaram que pretendem r eduzir a exposição à Bolsa , queda de 6 pontos percentuais na comparação mensal. O resultado mostra uma recuperação expressiva da confiança no mercado acionário após meses de cautela.

    Ao mesmo tempo, 60% dos assessores disseram que não pretendem fazer alterações na exposição atual dos clientes à renda variável. A melhora também apareceu no indicador de sentimento em relação às ações brasileiras. Em uma escala de 0 a 10, a nota média atribuída pelos assessores subiu de 5,7 em agosto para 6,8 em setembro, a maior desde maio deste ano.

    Além disso, 61% dos participantes atribuíram notas iguais ou superiores a 7 para a Bolsa brasileira, avanço de 18 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. A XP destaca que foi a maior melhora mensal do indicador desde meados de 2023. A visão mais construtiva também levou os profissionais a revisarem suas expectativas para o principal índice da bolsa brasileira.

    A projeção média para o Ibovespa no fim de 2026 passou de 172 mil para 188 mil pontos. Apesar da forte revisão, a estimativa ainda implica uma valorização relativamente modesta de cerca de 2,5% em relação ao patamar atual do índice, próximo dos 183 mil pontos. Alocação em ações segue estável Embora o sentimento tenha melhorado, a alocação efetiva dos clientes em ações permaneceu praticamente inalterada em setembro.

    A fatia de assessores que reportou exposição entre 0% e 10% recuou levemente para 49%, enquanto a parcela entre 10% e 25% avançou para 36%. Somadas, as duas faixas representam 85% dos entrevistados, percentual semelhante ao registrado em agosto. Para a XP, os números sugerem que a melhora do humor do mercado ainda não se traduziu integralmente em mudanças de posicionamento, mas indicam uma maior disposição para elevar o risco das carteiras nos próximos meses.

    Renda fixa segue líder Apesar do aumento do interesse pela Bolsa, a renda fixa continua sendo a classe de ativos favorita dos investidores, de acordo com o levantamento da XP. O interesse por produtos de renda fixa avançou para 84%, alta de 7 pontos percentuais ante agosto e o maior nível desde dezembro de 2024. Na sequência aparecem os fundos de renda fixa e os investimentos internacionais.

    Já o interesse por ações e fundos imobiliários também cresceu, alcançando 39% em ambos os casos. Risco fiscal e eleições seguem no radar Entre os principais riscos para o mercado brasileiro, as preocupações domésticas continuam dominando, segundo a XP. Os riscos fiscais foram apontados por 78% dos assessores como a principal ameaça para as ações brasileiras, percentual praticamente estável em relação ao mês anterior.

    Logo atrás aparece a instabilidade política e eleitoral, citada por 71% dos entrevistados. Por outro lado, os riscos geopolíticos ganharam relevância, sendo mencionados por 35% dos participantes, alta de 17 pontos percentuais. Já a preocupação com juros locais acima do esperado perdeu força, caindo para 29%.

    Com esse cenário, o setor financeiro consolidou a liderança entre os assessores, alcançando 74% das indicações, alta de 4 pontos percentuais na comparação mensal. Em segundo lugar ficaram os setores de elétricas e saneamento, com 63% das preferências. Ao mesmo tempo, caiu pela metade a parcela de investidores sem interesse específico em qualquer setor, passando para 9%.

    Eleições já afetam posicionamento dos clientes A proximidade das eleições de outubro também tem influenciado cada vez mais as decisões de investimento. Segundo a pesquisa, 75% dos assessores afirmaram que a disputa eleitoral já impacta o posicionamento das carteiras dos clientes, ante 63% em agosto. Além disso, 33% disseram perceber mudanças significativas de alocação motivadas pelo cenário eleitoral, acima dos 30% observados no levantamento anterior.

    Para a XP, os resultados indicam que, embora a renda fixa continue predominante, o ambiente mais favorável para os ativos brasileiros vem impulsionando a confiança dos profissionais de investimento e abrindo espaço para uma retomada gradual da exposição à Bolsa. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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