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    Investidor se preocupa com risco estrutural, avalia economista
    CNN Brasil·31 de out., 14:14

    Investidor se preocupa com risco estrutural, avalia economista

    Os juros futuros registraram fortes altas no pregão seguinte à eleição presidencial , com avanços superiores a 250 pontos-base em alguns contratos. Em entrevista ao CNN Money , Jerson Zanlorenzi, head da mesa de derivativos do BTG Pactual, atribuiu o movimento às preocupações dos investidores com o risco estrutural do país. O pregão foi marcado por volume e intensidade fora do comum.

    Segundo Zanlorenzi, foram negociados R$ 140 bilhões na Bolsa, enquanto a média dos dias anteriores girava entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões — ou seja, aproximadamente três vezes a média habitual. O circuit breaker chegou a ser acionado com uma queda de 15%, e o dia caminhou para ser o pior desde a pandemia, em março de 2020. No câmbio, o real registrou sua pior performance desde 1999.

    Leia Mais Brasil precisa ajustar rota da dívida pública, diz economista Mercado reavalia riscos fiscais após queda de 18% do Ibovespa Ibovespa tem 5ª maior queda semanal desde o Plano Real Posições montadas nas semanas anteriores amplificaram a queda Nas duas ou três semanas que antecederam a eleição, os investidores haviam aumentado a exposição a risco em seus portfólios, adicionando ações de setores como construção civil, varejo, shopping centers e o setor financeiro — todos potencialmente beneficiados por uma possível redução dos juros. Com a virada do resultado eleitoral no domingo, esses investidores precisaram desfazer suas posições rapidamente para readequar o perfil de risco. “O mercado fica vazio na compra, como a gente fala, cai em queda livre”, explicou Zanlorenzi.

    Papéis considerados líquidos chegaram a registrar quedas de 30%, 40%, 50% e até 60% em um único dia. Risco estrutural pressiona a parte longa da curva de juros Zanlorenzi destacou que a magnitude da queda reflete uma preocupação mais profunda com o risco estrutural e o longo prazo do Brasil. A parte curta da curva de juros permanece pressionada por uma inflação elevada, pelo petróleo a US$ 113 o barril e pela desvalorização do câmbio — fatores que dificultam a perspectiva de cortes na Selic.

    Já a parte longa da curva também registrou alta significativa, com alguns vértices subindo entre 2% e 2,5%, refletindo preocupações com a trajetória da dívida pública. “O Brasil realmente precisa de algumas medidas estruturais, reformas que realmente reduzam o risco Brasil”, afirmou o especialista, acrescentando que, com a taxa livre de risco próxima a 14%, fica difícil justificar grandes investimentos de longo prazo. Perspectiva para os próximos pregões Questionado sobre até onde poderia ir o movimento, Zanlorenzi avaliou que o mercado deve continuar adicionando prêmio de risco enquanto não houver clareza sobre os planos do governo e medidas concretas que possam ser executadas.

    “O mercado não deve dar o benefício da dúvida enquanto não acontecer nada muito concreto”, disse, projetando que investidores devem continuar pressionando o dólar, a curva de juros e o mercado de ações. Ele também ponderou que, com a volatilidade elevada, fica difícil montar novas estruturas de derivativos, pois a relação entre custo e potencial de ganho se torna desfavorável. A retomada do apetite ao risco, segundo ele, deve ocorrer apenas quando o índice se estabilizar em um determinado patamar de preço e a volatilidade começar a recuar.

    Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN .

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