IPCA-15: puxada por alimentos, ‘prévia’ da inflação fica em 0,32% em outubro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a “prévia” da inflação oficial do país, ficou em 0,32% em outubro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ). No acumulado do ano, o indicador ficou em 4,15%. No período de 12 meses até outubro, em 4,62%.
Em outubro do ano passado, o IPCA-15 havia ficado em 0,18%. O resultado da "prévia" da inflação neste mês veio abaixo do esperado pelo mercado. A média das estimativas apontava para um índice de 0,43% (mensal) e de 4,73% (em 12 meses).
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste Em setembro deste ano, o IPCA-15 registrou inflação de 0,7% e, em 12 meses, ficou em 4,47%. Segundo o Conselho Monetário Nacional , a meta de inflação para 2026 é de 3%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual, para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
8 de 9 grupos pesquisados tiveram alta Segundo os dados do IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito registraram alta da inflação em outubro. As demais variações oscilaram entre o recuo de 0,1% de habitação e o aumento de 0,55% em despesas pessoais. A alimentação fora do domicílio também registrou aceleração dos preços em outubro (0,56%), principalmente por causa das altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%).
Leia também: "Arrecadação federal sobe 5,6% e bate R$ 239 bilhões em setembro" Veja a variação do índice em cada grupo pesquisado Alimentação e bebidas: 0,88% Despesas pessoais: 0,55% Vestuário: 0,53% Comunicação: 0,43% Artigos de residência: 0,28% Saúde e cuidados pessoais: 0,15% Educação: 0,09% Transportes: 0,05% Habitação: -0,1% Análise Segundo Pablo Spyer, economista e conselheiro da Ancord, o resultado do IPCA-15 em outubro “é uma surpresa positiva, mas ainda não dá para cantar vitória contra a inflação”. “A média dos núcleos recuou de 0,34% para 0,31%, mostrando algum alívio, mas o índice de difusão subiu de 53,7% para 58,86%. “Para o Banco Central, o cenário exige cautela: o resultado mensal veio melhor do que o esperado, mas a persistência das pressões inflacionárias ainda pode limitar o espaço para acelerar os cortes da Selic.
“Não há contradição entre esses movimentos: a taxa mensal diminuiu, mas ficou acima do 0,18% registrado em outubro do ano passado. Na comparação em 12 meses, a substituição daquela leitura mais baixa pela atual elevou o resultado acumulado”, aponta. “O dado, porém, exige cautela.
Não houve alívio disseminado dos preços, e a maior pressão veio dos alimentos, sobre os quais os juros têm menor influência direta”, prossegue Troster. “O resultado favorece um novo corte da Selic na reunião de 4 de novembro, mas não assegura a continuidade das reduções. Isso dependerá do comportamento dos preços nos próximos meses.
” Matheus Pizzani, economista do PicPay, pondera que “a análise da decomposição do IPCA-15 reduz em parte o otimismo que o resultado isolado pode sugerir”. IPCA-15 Para calcular o IPCA-15, o IBGE pesquisou os preços no período entre os dias 16 de setembro e 14 de outubro de 2026 (referência) e os comparou com aqueles vigentes de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026 (base). O indicador se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, o índice oficial de inflação. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. v=c9j90ECr8Ig O post IPCA-15: puxada por alimentos, ‘prévia’ da inflação fica em 0,32% em outubro apareceu primeiro em Revista Oeste .
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