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    Irã quer prolongar conflito com EUA até “midterms”, diz especialista
    CNN Brasil·24 de set., 06:54

    Irã quer prolongar conflito com EUA até “midterms”, diz especialista

    Interlocutores iranianos estariam considerando prolongar o conflito com os Estados Unidos até o término das eleições de “midterms”, segundo análise do Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, ao WW . A avaliação foi feita no contexto do encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, realizado nesta quarta-feira (23), no qual minerais críticos e parcerias estratégicas estiveram no centro das discussões. De acordo com Aragão, o cálculo iraniano parte da projeção de uma derrota expressiva da vertente ideológica de Trump nas eleições de meio de mandato.

    Leia Mais Irã diz manter negociações e contatos diplomáticos com os EUA Com diplomacia estagnada, Trump volta a cogitar mudança de regime no Irã Análise: Teste do acordo de Trump com o Irã depende do fim dos ataques “O consenso era esse, de que a perspectiva de estender essa guerra até o fim dos midterms por parte dos iranianos era algo real e algo que eles cogitariam aplicar isso, desde que eles tivessem um fluxo de caixa que permitisse”, afirmou o especialista. China como sustentáculo financeiro do Irã Aragão apontou que o suporte econômico da China ao Irã é um elemento central para viabilizar essa estratégia. Segundo ele, após o desmantelamento do acordo firmado durante o governo Obama entre os países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha — o chamado P5+1 —, o Irã ficou em situação econômica precária.

    Foi nesse momento que a China negociou com o regime iraniano uma espécie de permuta de petróleo por linhas de crédito e produtos, incluindo de países integrantes da Rota da Seda. “Esse fluxo de caixa se chama China, em alguma medida também se chama Rússia”, declarou Aragão. Esse financiamento, segundo o especialista, permitiu ao Irã revitalizar não apenas a estabilidade interna da Guarda Revolucionária, mas também as relações com grupos como o Hezbollah, no Líbano, e os Houthis, no Iêmen — ambos financiados pelos iranianos e responsáveis por gerar instabilidade para Israel e para os Estados Unidos na região.

    “A capacidade da China de voltar a gerar um financiamento para o Irã gerou uma capacidade de crédito e de dinheiro do governo iraniano para que ele voltasse a financiar esses grupos e desencadeou todo o efeito dominó que nós vimos hoje”, explicou. Estratégia de desgaste e o papel dos “midterms” Aragão destacou que o Irã teria identificado o ponto nevrálgico para dificultar a política externa de Trump: a extensão de uma guerra sem fim. O especialista ressaltou que o processo de destruição imposto pelos Estados Unidos ao Irã é finito, pois, em algum momento, eventuais bombardeios passariam a atingir alvos civis — algo politicamente custoso para Washington.

    Nesse cenário, o conflito prolongado seria prejudicial à imagem de Trump , especialmente diante de um eleitorado norte-americano que, segundo Aragão, tem baixa simpatia pela guerra. O especialista relatou ter conversado, em uma capital europeia, com diplomatas iranianos, do Omã, da Arábia Saudita e de outros países da região. Segundo ele, o ambiente para negociação após as eleições de “midterms” seria mais propício, com menos possibilidades de interferência de Trump, caso ele venha a perder poder político com o resultado do pleito.

    “Isso possibilita que o Irã vá estendendo e aguentando o impacto, que não é fácil, mas o impacto econômico e físico dessa guerra “, concluiu Aragão. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas.

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